Gastos do governo estabilizam economia da China no 2º tri, mas riscos crescem

sexta-feira, 15 de julho de 2016 08:52 BRT
 

Por Elias Glenn e Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A economia da China cresceu um pouco mais do que o esperado no segundo trimestre uma vez que os gastos do governo e um boom imobiliário impulsionaram a atividade industrial, embora a queda no crescimento do investimento privado aponte para uma perda de ímpeto neste ano.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,7 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo o ritmo do primeiro trimestre mas ainda na taxa mais lenta desde a crise financeira global, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira.

Analistas esperavam que a alta do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerasse para 6,6 por cento.

Embora os temores de um pouso forçado tenham diminuído, investidores temem que mais desaceleração na China e qualquer grande consequência decorrente da decisão britânica de deixar a União Europeia deixe o mundo mais vulneráveis ​​ao risco de uma recessão global.

Mas sinais de crescimento mais estável na China pode esconder uma economia que cresce cada vez mais desigual, já que a expansão se torna ainda mais dependente dos gastos e dívida do governo.

Um setor privado fraco e sinais de fadiga nos mercados imobiliários apontam para a crescente possibilidade de que o governo possa precisar fornecer estímulos adicionais neste ano para atingir a meta de crescimento de 6,5 a 7 por cento.

Houve alguns pontos positivos nos dados desta sexta-feira, já que o consumo respondeu por uma maior fatia do crescimento e as vendas no varejo e a produção industrial superaram as expectativas.

O consumo respondeu por 73,4 por cento do crescimento econômico da China no primeiro semestre. A alta da produção industrial acelerou para 6,2 por cem junho sobre o ano anterior, contra expectativa de alta de 5,9 por cento e ganho de 6 por cento no mês anterior.   Continuação...

 
Bandeira nacional chinesa vista em distrito financeiro em Pequim.  21/01/2016   REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Files