Produção brasileira de aço bruto tem junho mais fraco desde 2009

segunda-feira, 18 de julho de 2016 12:30 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As siderúrgicas do Brasil produziram em junho o volume de aço bruto mais baixo para o mês desde 2009, pressionadas pela contínua fraqueza do mercado interno, enquanto as exportações das usinas recuaram nas comparações mensal e anual.

A produção de aço do país em junho somou 2,541 milhões de toneladas, queda de 8,5 por cento sobre o mesmo período de 2015 e cerca de 2 por cento abaixo do volume produzido em maio deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela associação que representa o setor, IABr.

Em 2009, em meio aos efeitos da crise financeira internacional, a produção das siderúrgicas brasileiras em junho havia sido de 1,9 milhão de toneladas.

Com o resultado do mês passado, a produção do primeiro semestre, quando as usinas aumentaram seus preços apesar da situação de fraca demanda nacional, acumulou queda de 13 por cento sobre a primeira metade de 2015, para 14,9 milhões de toneladas.

As exportações das usinas vinculadas ao IABr, que incluem Gerdau, Usiminas, CSN, ArcelorMittal e ThyssenKrupp, somaram 1,1 milhão de toneladas, quedas de 21 por cento sobre junho de 2015 e de 10 por cento ante maio deste ano.

O movimento anual foi mediado por baixas de 12 por cento nas vendas externas de laminados, com as exportações de planos recuando 42 por cento. Enquanto isso, as vendas faturadas ao mercado externo de semi-acabados caíram 26 por cento.

Também sinalizando a fraqueza do mercado interno, as importações em junho caíram 72 por cento sobre um ano antes e 45 por cento na comparação com maio deste ano, para 92,4 mil toneladas em junho.

Com isso, segundo o IABr, o consumo aparente nacional foi de 1,6 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos em junho, retração de 12 por cento sobre junho de 2015. "No acumulado do ano até junho, o consumo aparente foi de 9 milhões de toneladas, 23,7 por cento inferior na comparação com o mesmo período de 2015", afirmou a entidade.

(Por Alberto Alerigi Jr.)