Light pede aumento de tarifa por calotes no RJ e crescimento de furtos de energia

segunda-feira, 18 de julho de 2016 16:58 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A distribuidora Light, que atende parte do Rio de Janeiro, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma revisão extraordinária de tarifas após sofrer elevadas perdas financeiras por atrasos em pagamentos pelo governo fluminense e em meio a um forte aumento em furtos de energia e inadimplência dos clientes.

A empresa alegou ao regulador que a tarifa pleiteada significaria alta de "cerca de 1 por cento" para os consumidores, mas ajudaria a melhorar sua atual situação de "profundo desequilíbrio econômico-financeiro", segundo documento ao qual a Reuters teve acesso.

O endividamento da Light fechou março perto dos limites acertados junto aos credores, mesmo após uma renegociação do limite para a alavancagem em novembro do ano passado.

Atualmente a dívida líquida da Light, controlada pelo grupo mineiro Cemig, representa 4,24 vezes a geração de caixa da companhia medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante teto de 4,25 vezes.

O pedido de reajuste extraordinário foi feito em uma reunião da empresa com a Aneel na última quinta-feira, quando a Light afirmou à agência que também tem sofrido com um aumento da necessidade de investimentos em função da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro neste ano.

"A perspectiva é de que o pedido da Light... não traga aumento perceptível na conta de energia dos clientes. Ainda não há qualquer decisão da Aneel sobre o tema e somente ela poderá dar uma posição sobre qual será o reajuste percentual", afirmou a Light à Reuters.

"O desequilíbrio atualmente vivenciado pela Light decorre, primordialmente, da antecipação relevante de investimentos realizados para as Olimpíadas e do aumento expressivo dos custos de compra de energia e encargos", comentou a empresa, em nota.

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