Lucro da Telefônica Brasil cai no 2º tri, mas sinergias com GVT ajudam

terça-feira, 26 de julho de 2016 20:14 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica Brasil, grupo de telecomunicações que opera sob a marca Vivo, teve lucro líquido de 699,5 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 23,2 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Excluindo o impacto não recorrente da provisão para reestruturação organizacional, o lucro líquido foi de 766,3 milhões de reais, redução de 15,9 por cento ante um ano antes.

A empresa atrelou o resultado à maior receita financeira vista no segundo trimestre de 2015 devido a recursos do aumento de capital para a compra da GVT, apesar do melhor resultado operacional no trimestre.

De abril a junho, a companhia registrou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 3,2 bilhões de reais, alta de 3,7 por cento na comparação anual. A margem Ebitda cresceu 0,9 ponto, para 30,5 por cento.

O Ebitda recorrente, excluindo despesas com provisão para reestruturação organizacional, somou 3,3 bilhões de reais, alta anual de 7 por cento, que a Telefônica relacionou principalmente a "medidas de eficiência em custos e da captura de sinergias oriundas da aquisição da GVT".

Segundo a empresa, a captura acima do esperado e novas oportunidades identificadas durante a integração apontam tendência de valor presente líquido de 25 bilhões de reais.

A Telefônica Brasil fechou o segundo trimestre com 97,1 milhões de acessos (queda de 9,1 por cento), sendo 73,3 milhões de linhas móveis.

A receita operacional líquida de serviços cresceu 1,6 por cento ano a ano, sendo 2,6 por cento no serviço móvel, enquanto a receita líquida do serviço fixo avançou 0,1 por cento.

A Telefônica elevou a fatia de mercado no segmento pós-pago em 0,7 ponto percentual, a 42,3 por cento, em maio. O market share total no mês, porém, caiu 0,6 ponto, a 28,7 por cento.   Continuação...