Santander Brasil prevê melhora no 2º semestre; analistas olham 2º tri com cautela

quarta-feira, 27 de julho de 2016 14:09 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil entregou números de desempenho melhores do que o esperado para o segundo trimestre e previu cenário de margens com crédito e receitas com tarifas benigno na segunda metade do ano, mas analistas observaram que benefícios pontuais podem não se repetir, o que levava as units do grupo a perderem força no início da tarde.

Falando primeiro a analistas e depois a jornalistas, executivos do maior banco estrangeiro no país atribuíram à queda nos custos de captação, ao aumento das margens de juros e ao controle dos custos e da inadimplência a responsabilidade pela alta de 7,8 por cento do lucro gerencial do segundo trimestre.

"Conseguimos superar as previsões médias do mercado na maioria dos indicadores", disse e jornalistas o presidente-executivo do Santander Brasil, Sergio Rial.

Além do lucro maior, o banco conseguiu queda de 0,1 ponto no índice de inadimplência na base sequencial, aumento das despesas em nível bem inferior ao da inflação, expansão discreta das provisões para perdas com inadimplência e alta de 14 por cento das receitas com tarifas.

Para analistas, no entanto, a última linha do balanço foi beneficiada por reversão de cerca de 400 milhões de reais de provisões excedentes para calotes e menos gastos com pagamentos de impostos, o que reduz a crença numa melhora permanente do resultado do banco.

Além disso, a forte alta do indicador de inadimplência de 15 a 90 dias (0,7 ponto na base sequencial) pode resultar em mais despesas com provisões à frente.

Com o título "Bom na superfície, mas fraco no conteúdo", a equipe de analistas do Credit Suisse liderada por Marcelo Telles manteve a recomendação "underperform" para as units do Santander Brasil.

O BTG Pactual reconheceu a gradual melhora do Santander Brasil em vários indicadores importantes, mas pontuou que os papéis do banco são negociados na bolsa com prêmios em relação a rivais como Itaú Unibanco e Bradesco, o que considera injustificável. Por isso, Eduardo Rosman e equipe mantiveram recomendação de "venda" para a unit do banco.   Continuação...