Fiat Chrysler eleva projeção de desempenho em 2016, mas receio sobre EUA pesa sobre ação

quarta-feira, 27 de julho de 2016 15:51 BRT
 

MILÃO/DETROIT (Reuters) - A Fiat Chrysler elevou perspectivas de resultado ajustado para 2016, mas suas ações recuaram após custos de recall pressionarem o lucro do segundo trimestre e em meio a temor sobre sua exposição ao mercado norte-americano.

A sétima maior montadora de veículos do mundo afirmou que o lucro operacional ajustado de abril a junho subiu 16 por cento, a 1,63 bilhão de euros, em linha com perspectivas de analistas.

Mas o lucro caiu 14 por cento, se incluir encargos ligados a custos de recall e ajustes na produção na América do Norte.

A FCA está investindo bilhões para tentar capturar uma parcela maior do lucrativo mercado de utilitários esportivos e picapes dos EUA. Isso inclui investimento de 1,5 bilhão de dólares na fábrica em Michigan e 1 bilhão de dólares para modernizar fábricas em Ohio e Illinois.

A margem de lucro da FCA na América do Norte subiu para 7,9 por cento no segundo trimestre, ante 7,7 por cento um ano antes, mas a melhora foi mais fraca que a obtida em períodos anteriores e não impressionou se comparada aos 12,1 por cento da GM.

A América do Norte respondeu por quase 85 por cento do lucro da FCA, refletindo demanda robusta por SUVs e picapes da Jeep. Na América Latina, a FCA apresentou equilíbrio financeiro enquanto teve forte crescimento de resultado na Europa.

O presidente-executivo da FCA, Sergio Marchionne, parabenizou a margem divulgada pela GM e afirmou que espera que a FCA fique "muito próxima" deste número, assim que o processo de modernização das fábricas nos EUA for concluído.

Marchionne disse ainda esperar que a FCA pare de produzir carros de passeio nos EUA até o fim de março 2017.

No segundo trimestre, a receita da FCA caiu 2 por cento, a 27,89 bilhões de euros, abaixo da estimativa de 29,3 bilhões.

A montadora afirmou que a dívida líquida caiu para 5,5 bilhões de euros no fim de junho, ante 6,6 bilhões no trimestre anterior, ajudada por forte geração de caixa.

(Por Agnieszka Flak e Bernie Woodall)