Dólar cai cerca de 1,5% e vai a R$3,25 com PIB dos EUA e ausência do BC

sexta-feira, 29 de julho de 2016 11:25 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava cerca de 1,5 por cento e era negociado na casa de 3,25 reais nesta sexta-feira, com dados fracos sobre o crescimento econômico dos Estados Unidos alimentando apostas de que os juros demorarão a subir por lá e após o Banco Central brasileiro não intervir no mercado para sustentar as cotações.

Às 10:25, o dólar recuava 1,35 por cento, a 3,2520 reais na venda. A moeda norte-americana chegou a 3,2419 reais na mínima da sessão, movimento amplificado pela briga pela formação da Ptax de julho.

O dólar futuro caía cerca de 1,22 por cento nesta manhã.

"Sem o BC atuando (com swaps reversos), o dado dos EUA faz mais efeito sobre o mercado brasileiro", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

A economia dos EUA cresceu apenas 1,2 por cento em termos anualizados no segundo trimestre, bem aquém das expectativas de 2,6 por cento em pesquisa da Reuters.

Os números tiraram força das expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros ainda neste ano. Os juros futuros nos EUA apontavam chance de 12 por cento de o Fed aumentar a taxa em setembro, sobre 18 por cento antes da divulgação dos dados.

A perspectiva de aumento de juros nos EUA vinha pesando sobre ativos de mercados emergentes, que se beneficiam dos rendimentos locais elevados. Nesse sentido, o dólar recuava em relação às principais moedas emergentes nesta sessão, com operadores deixando de lado a decepção com o aumento apenas modesto dos estímulos monetários japoneses anunciado nesta manhã.

A queda da moeda norte-americana, porém, era mais intensa nos mercados brasileiros do que em seus pares, turbinada pela ausência do BC. A autoridade monetária vinha atuando por meio de swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, em todos os pregões deste mês exceto um. E agora, neste pregão.   Continuação...

 
Notas de real e dólar vistas em casa de câmbio no Rio de Janeiro.     10/09/2015        REUTERS/Ricardo Moraes