Derrocada nos preços do petróleo mina resultados de Exxon e Chevron no 2º tri

sexta-feira, 29 de julho de 2016 14:46 BRT
 

HOUSTON (Reuters) - A Chevron registrou sua pior perda trimestral desde 2001 nesta sexta-feira, enquanto a Exxon Mobil reportou uma queda de 59 por cento no lucro trimestral, conforme a prolongada queda nos preços do petróleo e uma receita em baixa no refino fazem vítimas no setor de energia em geral.

Os fracos resultados de duas das maiores produtoras de petróleo do mundo vêm em um momento em que a indústria de energia está numa encruzilhada, tentando sobreviver em uma era de preços baixos, que muitos analistas vêem como o novo status quo, ao mesmo tempo em que financiam projetos de expansão caros porém cruciais para a sobrevivência a longo prazo.

Os resultados fracos podem forçar as companhias a reconsiderar políticas de longa data de manter e expandir os dividendos trimestrais, especialmente após ConocoPhillips, Marathon Oil Corp e outras reduzirem a distribuição de recursos aos acionistas mais cedo no ano.

Nos últimos dois anos de baixos preços, Exxon e Chevron mantiveram seus dividendos intocáveis, ao mesmo tempo em que reduziram a recompra de ações.

O lucro da Exxon ficou abaixo das expectativas, enquanto os ganhos com a produção de petróleo e gás caíram cerca de 85 por cento para 294 milhões de dólares. Nos Estados Unidos, onde a Exxon é a maior produtora de gás natural e uma das principais produtoras de petróleo, a companhia perdeu dinheiro.

A Chevron, segunda maior produtora de petróleo dos Estados Unidos, reportou sua maior perda trimestral em 15 anos, com o presidente John Watson reconhecendo que a companhia está em meio a um adaptação para um mundo de preços mais baixos do petróleo.

A companhia perdeu 1,47 bilhão de dólares no trimestre, comparado com um lucro líquido de 571 milhões de dólares no mesmo período no ano passado.

Ainda assim, os resultados da Chevron superaram expectativas, com analistas confiantes na habilidade da companhia de cortar gastos à medida em que vários grandes projetos forem colocados em operação nos próximos anos.

(Por Ernest Scheyder)