29 de Julho de 2016 / às 19:02 / um ano atrás

Petrobras prevê receber valor total de venda de bloco no pré-sal à Statoil até 2018

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras espera receber até 2018 o valor total da venda de sua participação no bloco BM-S-8, do pré-sal da Bacia de Santos, afirmou nesta sexta-feira a diretora de Exploração e Produção da estatal brasileira, ao comentar o negócio com a norueguesa Statoil.

A transação, de 2,5 bilhões de dólares, prevê o pagamento de 1,5 bilhão de dólares no momento do fechamento da operação e o restante em parcelas condicionadas a eventos subsequentes, dentre eles a celebração de um contrato de “unitização”.

A unitização é necessária porque a principal descoberta do bloco, Carcará, ultrapassa os limites do contrato para uma área ainda não licitada. A exploração de ambas as parcelas da jazida precisa ser acordada pelas partes responsáveis por elas.

O governo planeja licitar a parcela da jazida de Carcará que está na área da União no primeiro semestre de 2017 e a Statoil planeja participar da licitação.[nE6N164003]

A diretora de E&P da Petrobras, Solange Guedes, disse que a companhia acredita que esse cronograma será cumprido, o que possibilitaria que os controladores do bloco negociem a exploração “unitizada” com os vencedores do leilão em 2018.

“Nós temos aí uma intenção bastante firme do Ministério de Minas e Energia de que a gente faça o processo de licitação..., que é um marco que fez parte dessa negociação, até meados do ano que vem...”, disse Solange a jornalistas, acrescentando que o “segundo marco”, que é o acordo de individualização da produção, está previsto para 2018.

Como a parcela da jazida de Carcará que fica em uma área ainda não licitada pertence ao chamado polígono do pré-sal, regido pelo regime de Partilha de Produção, seu leilão apenas ocorrerá após a votação no Congresso de projeto que derruba a exclusividade da Petrobras na operação de áreas no pré-sal.

Recentemente, o secretário de Óleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, explicou que há ainda questões que estão sendo tratadas pelo governo para trazer mais clareza nas regras do pré-sal.

Uma delas, prevista para agosto, será uma resolução sobre unitizações, que deverá descrever que a operação em áreas unitizadas do pré-sal deverá ser definida entre sócios, segundo Félix.

A segunda questão será a elaboração de diretrizes sobre como o petróleo da União, produzido nas áreas de Partilha, deverá ser negociado.

Carcará traz muitas expectativas ao mercado. No ano passado, a Petrobras enviou comunicados nos quais destacava descobertas importantes em poços na área de Carcará do bloco BM-S-8, em águas ultraprofundas da Bacia de Santos.

Em dezembro, a estatal disse que o potencial de produção de um poço na região é “equivalente aos resultados alcançados pelos melhores poços produtores do pré-sal da Bacia de Santos, com petróleo de boa qualidade (31º API), sem presença de contaminantes (H2S e CO2)”.

O bloco BM-S-8 é atualmente operado pela Petrobras, com 66 por cento de participação, em parceria com Petrogal Brasil (14 por cento), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10 por cento) e Barra Energia (10 por cento).

Segundo Solange, as sócias poderão exercer direito de preferência na compra da fatia da Petrobras na área, caso desejem e dentro do prazo regulamentar.

A empresa que ficar com a parcela da Petrobras no BM-S-8 poderá ser a primeira operadora privada de uma área do pré-sal.

Questionados durante uma coletiva de imprensa nesta manhã, executivos da Petrobras afirmaram que questões regulatórias não deverão ser problema para a conclusão do negócio.

Por Luciano Costa

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