Dólar cai 1,63% e volta abaixo de R$3,25 com exterior e BC, mas sobe no mês

sexta-feira, 29 de julho de 2016 17:17 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuou mais de 1,5 por cento e fechou no menor nível desde o início de julho, reagindo a apostas de que os juros demorarão mais para subir nos Estados Unidos e à atuação limitada do Banco Central brasileiro. A moeda norte-americana, no entanto, encerrou o mês com leve alta.

Operadores acreditam que o dólar pode sofrer nova onda de desvalorização no curto prazo, após a conclusão do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff prevista para o final de agosto, que pode convencer investidores estrangeiros a voltarem com mais força ao Brasil por considerar que um risco político foi afastado.

O dólar recuou 1,63 por cento, a 3,2429 reais na venda, menor nível de fechamento desde 1º de julho (3,2328 reais). Na mínima do dia foi a 3,2280 reais e, na máxima, a 3,2932 reais.

A moeda norte-americana acumulou queda de 0,47 por cento na semana e alta de 0,92 por cento em julho.

"Com a aprovação do impeachment, não acho impossível o dólar voltar a buscar novamente níveis próximos de 3 reais", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

Muitos operadores vêm ressaltando o fato de que, mesmo com a queda recente do dólar para os menores níveis em quase um ano, os dados do BC sobre o fluxo cambial continuam apresentando resultado negativo no fluxo financeiro.

Isso porque, segundo analistas, muitos investidores estrangeiros estão esperando a confirmação da troca de governo para voltar ao Brasil.

As promessas de austeridade fiscal do presidente interino Michel Temer vêm sendo bem recebidas pelo mercado, embora muitos operadores ressaltem que ainda não foram anunciadas muitas medidas concretas nesse sentido.   Continuação...