29 de Julho de 2016 / às 21:24 / em um ano

Bovespa fecha em alta de 1% com noticiário corporativo e tem ganho superior a 10% no mês

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta de mais de 1 por cento nesta sexta-feira, na máxima em quase três meses, com as ações da Petrobras entre as maiores altas, após a estatal anunciar a venda de fatia em área no pré-sal por 2,5 bilhões de dólares.

O noticiário corporativo dominou as atenções no último pregão do mês, com um conjunto misto de resultados que, combinado com anúncios de revisão de estimativas, colocou Embraer e Ambev na ponta negativa e BRF e Raia Drogasil entre as maiores altas.

O Ibovespa subiu 1,13 por cento, para 57.308 pontos, maior nível de fechamento desde 5 de maio de 2015. O volume financeiro somou 8,5 bilhões de reais.

O Ibovespa avançou 0,54 por cento na semana, completando uma sequência de sete semanas seguidas de alta, maior série de valorização desde outubro de 2010. A última vez que o índice subiu mais do que sete semanas foi em 2009, quando contabilizou nove semanas de ganhos.

O índice valorizou-se 11,22 por cento em julho, elevando o ganho acumulado no ano a 32,2 por cento.

Na visão do gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management, os dados sobre o crescimento mais fraco da economia norte-americana ajudaram a fortalecer a Bovespa à tarde, mas o destaque foi mesmo Petrobras, com anúncio de desinvestimento e virada do petróleo para alta ao longo do dia.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as ordinárias em alta de 5,02 por cento, a 14,01 reais, máxima desde o final de junho de 2015, e as preferenciais com ganho 3,76 por cento, após anunciar a venda de participação no bloco exploratório BM-S-8 para a Statoil Brasil Óleo e Gás, por um preço base de 2,5 bilhões de dólares. A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), sócia da Petrobras no bloco, viu suas ações, que não estão no Ibovespa, dispararem 49 por cento.

- BRF subiu 6,47 por cento, após divulgação de resultado do trimestral considerado fraco, mas dentro do esperado, com analistas avaliando que o pior pode ter ficado para trás. A companhia de alimentos também disse que está vendo que o pior do ciclo negativo para o frango já passou, e que pode fazer novos aumentos de preços na segunda metade deste ano para recuperar rentabilidade no Brasil.

- RAIA DROGASIL valorizou-se 3,24 por cento, apoiada na repercussão positiva do balanço do segundo trimestre, bem como melhora na previsão de abertura de lojas.

- NATURA encerrou com alta de 11 por cento, a 33,30 reais, maior cotação de fechamento desde novembro de 2014, ainda na esteira do resultado do segundo trimestre, com sinais de melhora das vendas no Brasil. Além disso, o Credit Suisse elevou a recomendação para as ações a "neutra".

- BRADESCO valorizou-se 3,13 por cento, puxando os ganhos do setor bancário, após forte queda na véspera, enquanto o ITAÚ UNIBANCO que subiu 1,84 por cento. BANCO DO BRASIL e SANTANDER BRASIL ganharam 1,84 e 2,57 por cento, respectivamente.

- EMBRAER derreteu 15,45 por cento, pior desempenho do Ibovespa, em dia de giro elevado, para 14,83 reais. Foi a maior queda diária para a ação desde setembro de 2001 e menor cotação de fechamento desde janeiro de 2013. As ações foram pressionadas por resultado trimestral fraco, corte na projeção sobre entregas de aeronaves e provisão ligada a investigações nos EUA. Também pesaram o corte na recomendação dos seus ADRs para "neutra" pelo BTG Pactual e a queda do dólar ante o real.

- FIBRIA recuou 4,30 por cento, para 19,79 reais, menor preço de fechamento desde julho de 2014, capitaneando as perdas no setor de papel e celulose, na esteira do recuo do dólar frente ao real.

- AMBEV caiu 3,29 por cento, após queda no lucro do segundo trimestre e corte na previsão de receita no Brasil.

- VALE encerrou com as ações ordinárias em baixa de 2,84 por cento, enquanto e as preferenciais subiram 0,33 por cento, em sessão negativa para os preços do minério de ferro à vista na China.

- SULAMÉRICA, que não está no Ibovespa, disparou 17,60 por cento, após resultado no segundo trimestre, quando as receitas operacionais cresceram 6,9 por cento, para 4,1 bilhões de reais. As units da seguradora foram favorecidas ainda por melhora na recomendação pelo BTG Pactual.

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