Dólar tem leve alta sobre o real com cena política interna

segunda-feira, 8 de agosto de 2016 16:25 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar era negociado com leve alta frente ao real nesta segunda-feira, com preocupações com o cenário político brasileiro e o governo interino de Michel Temer, que ofuscavam o bom humor nos mercados externos.

Às 11:18, o dólar avançava 0,10 por cento, a 3,1723 reais na venda, após renovar a mínima de fechamento em mais de um ano na sexta-feira passada.

A moeda norte-americana atingiu 3,1599 reais na mínima desta sessão. O dólar futuro tinha variação positiva de cerca de 0,20 por cento nesta manhã.

"As moedas emergentes estão fortalecendo hoje, mas o real foi deixado um pouco de lado devido ao noticiário político", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

No fim de semana, a revista Veja publicou que o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e outros executivos da empresa teriam citado em delação premiada que Temer pediu contribuição financeira em 2014. A delação envolveria ainda outros políticos, como o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), segundo a Folha de S.Paulo.

"As próximas semanas vão ser bem intensas pelo lado político e é natural que o mercado prefira não arriscar muito agora", disse o operador de uma corretora nacional, citando votações ligadas ao ajuste fiscal no Congresso Nacional e, no fim do mês, o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No mercado externo, a demanda por ativos de risco era influenciada por otimismo com a recuperação econômica global, que ganhou força na sexta-feira após dados fortes sobre o mercado de trabalho norte-americano.

O dólar recuava mais de 1 por cento em relação a moedas como o peso mexicano e o peso colombiano nesta sessão, amparado na alta dos preços do petróleo.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu novamente a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

(Por Bruno Federowski)

 
Notas de dólar são vistas em banco no Colorado, EUA 
03/11/2009 REUTERS/Rick Wilking/File Photo