Rosneft planeja aumentar produção de petróleo em Yugansk para 1,37 mi barris/dia

segunda-feira, 8 de agosto de 2016 12:04 BRT
 

NEFTEYUGANSK/MOSCOU (Reuters) - A russa Rosneft, maior produtora global de petróleo com capital aberto, planeja aumentar a produção em sua principal unidade, adicionando uma pressão extra sobre o atual excesso de oferta global da commodity, afirmou a companhia nesta segunda-feira.

Moscou não vê necessidade de novas negociações em relação a ações conjuntas com outros produtores do mercado.

A Rússia foi parte de um grupo de países produtores que tentou chegar a acordo sobre um nível de produção de petróleo para ajudar a reequilibrar oferta e demanda. Mas as negociações falharam, com a Arábia Saudita recusando-se a assinar um acordo sem a participação do Irã.

Os preços do petróleo subiam nesta segunda-feira após notícia de que há novos pedidos de alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) por uma restrição da oferta.

A Rússia, líder global em produção, estava produzindo uma média de 10,85 milhões de barris por dia (bpd) em julho, ligeiramente acima dos níveis de junho, devido ao aumento da oferta de alguns dos seus maiores produtores, incluindo a Rosneft.

A Rosneft, que viu sua produção de petróleo cair 1 por cento no ano passado para 4,07 milhões de bpd, anunciou recentemente um ambicioso programa de perfuração para inverter essa tendência. A Rosneft vê sua produção estável em 2016.

Atividades de perfuração continuam em Yuganskneftegaz, maior unidade produtora da Rosneft.

O principal executivo de Yuganskneftegaz, Khasan Tatriyev, disse a jornalistas que a sua empresa tem como objetivo produzir anualmente 68 milhões de toneladas, ou 1,37 milhão de bpd em 2020. No ano passado, a produção de petróleo na Yugansk somou 62,4 milhões de toneladas.

Segundo ele, o aumento previsto viria de uma maior programa de perfuração e da busca por petróleo em condições mais difíceis de extração, que deve ao final desse período responder por cerca de 15 por cento da produção de Yugansk, contra cerca de 5 por cento no ano passado.

(Por Olesya Astakhova)