Banco do Brasil tem queda de 18% no lucro do 2º tri, corta previsão para carteira

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 10:51 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve queda de 18 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, a 2,465 bilhões de reais, em resultado com aumento de provisões para perdas com crédito e revisão de projeções para o ano.

Na base ajustada, o lucro do maior banco do país em ativos somou 1,8 bilhão de reais no período, uma queda de 40,8 por cento sobre o segundo trimestre de 2015.

O banco cortou a projeção para o crescimento de sua carteira de crédito ampliada neste ano para o intervalo de queda de 2 por cento a alta de 1 por cento. A previsão anterior era de expansão entre 3 e 6 por cento.

O corte na projeção para os empréstimos ocorreu por conta de redução na expectativa para os financiamentos à pessoa jurídica para queda de 10 a 6 por cento ante estimativa anterior de crescimento de 1 a 4 por cento neste ano.

Já a expectativa para crescimento da margem financeira bruta passou de 7 a 11 por cento anteriormente para 11 a 15 por cento. No segundo trimestre, houve expansão de 17,5 por cento sobre um ano antes, a 14,633 bilhões de reais.

A queda no lucro do segundo trimestre veio com crescimento na provisão para perdas com empréstimos, que disparou 59,5 por cento sobre um ano antes, a 8,277 bilhões de reais. A linha também cresceu 9,5 por cento sobre os três primeiros meses deste ano.

O aumento na provisão ocorreu com expansão no índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias, que subiu de 2,60 por cento no primeiro trimestre para 3,27 por cento no final de junho, ficando acima dos 1,89 por cento de um ano antes.

O Banco do Brasil elevou em 12,8 por cento as receitas com tarifas por serviços prestados, que atingiram 6,063 bilhões de reais no segundo trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre, as receitas desta linha subiram 9,1 por cento. O ganho com tarifas ajudou a elevar as receitas operacionais totais de produto bancário em 13,5 por cento, a 23,687 bilhões de reais.

As despesas operacionais, porém, subiram 12,2 por cento na comparação anual, para 13,010 bilhões de reais, avançando 2,7 por cento sobre os três primeiros meses do ano.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

 
Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro.        15/12/2014          REUTERS/Pilar Olivares/File Photo