Ecorodovias espera melhora no tráfego das concessões Ecopistas e Eco101

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 12:13 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Ecorodovias, Marcelino de Seras, avalia que o comportamento do tráfego nas concessionárias Ecopistas e ECO101 provavelmente chegou ao fundo do poço, após ambas terem apresentado queda acima de 10 por cento no volume de veículos do segundo trimestre contra o mesmo período do ano anterior.

Seras disse que ambos os ativos são impactados pela menor atividade industrial e a ECO101, em particular, que opera no Espírito Santo, foi afetada pelo desastre ambiental causado pelo rompimento de barragens da Samarco em Minas Gerais. Porém, de acordo com ele, a expectativa para o segundo semestre é favorável, com uma esperada retomada da economia brasileira.

Discussões sobre aditivos contratuais para os contratos vigentes estão caminhando de maneira positiva e são o foco da companhia neste ano, assim como gerar eficiência e maior rentabilidade para os ativos atuais, disse Seras.

"Hoje temos uma previsão de queda de juros até o fim do ano, o que favorece muito a companhia por redução de endividamento. Somado à performance operacional que vamos continuar tendo, nos permitirá busca de oportunidades de mercado", afirmou.

A empresa prevê participação em leilões de novos ativos rodoviários apenas para o ano que vem. Bons ativos no mercado secundário, de aquisição de concessões já existentes, ainda não estão à disposição, segundo a companhia.

A Ecorodovias decidiu contabilizar no balanço ativos da empresa de logística Elog sob a denominação "Ativos e Passivos de operações descontinuados/mantidas para venda", depois de ter acertado a venda da unidade Elog Sul. A decisão indica que a Ecorodovias está comprometida com a venda do restante da empresa, afirmaram executivos.

A Ecorodovias teve prejuízo líquido de 1,18 bilhão de reais no segundo trimestre, ante lucro de 19,6 milhões um ano antes, afetada por efeitos não recorrentes ligados a uma baixa contábil em seus ativos portuários e à venda de ativos de logística.

(Por Priscila Jordão)