Recursos para novas contratações no Minha Casa Minha Vida serão liberados em 1o de setembro, diz ministro

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 14:38 BRT
 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente interino Michel Temer anunciou nesta quinta-feira que os recursos para contratações de 400 mil moradias neste ano no âmbito do Minha Casa Minha Vida e para início de operações da nova faixa de renda do programa habitacional serão liberados a partir de 1o de setembro.

A retomada do programa, apresentada durante evento no Planalto com empresários da construção civil, inclui ainda a construção de 10.609 unidades habitacionais para a chamada faixa 1 do programa, para famílias com renda mensal bruta até 1,8 mil reais.

"Das 50.200 unidades que estavam paralisadas, fica um saldo de 35.359 que temos compromisso de zerar estoque, retomando-as no período de 10 meses", disse o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

Já a faixa 1,5 do programa, prevê o investimento de 3,8 bilhões de reais, sendo 1,4 bilhão em subsídios – recursos do Tesouro e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – e o restante em financiamento do FGTS.

Nesta faixa, as famílias poderão retirar até 45 mil reais de financiamento a juros subsidiados, com o valor final dependendo da renda familiar e da localização do imóvel. No total, serão contratadas 40 mil novas residências para atender esse público, ante uma expectativa informada em julho por Araújo de até 50 mil unidades.

A faixa 1,5 foi anunciada em setembro de 2015, ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, mas sofreu com a falta de recursos para o programa. Foi suspensa e retomada agora.

As novas contratações para o Minha Casa Minha Vida estavam suspensas, mas durante a cerimônia Araújo anunciou a liberação de 7 bilhões de reais em fundos do FGTS para a construção das novas 400 mil residências para as faixas de renda mais altas do programa, que vão até 6,5 mil reais de renda bruta mensal.

Já a primeira faixa do programa, com maior subsídio, não terá novas contratações este ano. “Unidades novas apenas serão contratadas quando concluirmos 100 por cento da retomada das obras paralisadas. O foco agora é a faixa 1,5”, disse o ministro.