August 11, 2016 / 6:02 PM / in a year

QGEP adia para 2017 início de produção de petróleo no campo de Atlanta

4 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) adiou para o próximo ano o início da produção no campo de Atlanta, na Bacia de Santos, devido a mudanças na engenharia da plataforma, que será entregue apenas no primeiro trimestre de 2017, disse nesta quinta-feira o diretor de Produção da petroleira, Danilo Oliveira.

Anteriormente, a plataforma --com capacidade para produzir 30 mil barris/dia e armazenar de 180 mil barris-- tinha previsão para ser entregue no fim deste ano.

"A engenharia detalhada mostrou que os equipamentos a bordo não eram suficientes para o processo correto do óleo de Atlanta, o que ocasionou a demanda de novos equipamentos", disse o executivo, durante uma teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

A petroleira brasileira prevê iniciar a produção em Atlanta com 20 mil barris de petróleo por dia, por meio de dois poços horizontais que já foram perfurados. Um terceiro poço poderá ser perfurado, dependendo do cenário do mercado, e a capacidade de produção média aumentada para 30 mil bpd.

A postergação da plataforma de Atlanta foi o principal motivo para uma revisão dos investimentos da empresa para 2016, que será de 60 milhões de dólares, ante 80 milhões de dólares previstos anteriormente, segundo a diretora financeira e de Relações com Investidores, Paula Costa Côrte-Real.

A QGEP é operadora de Atlanta, com 30 por cento de participação. Ela tem como sócias a Ogpar, com 40 por cento, e a Barra Energia, com 30 por cento.

A QGEP teve prejuízo líquido de 7,7 milhões de reais no segundo trimestre, refletindo o impacto de maiores gastos exploratórios e variação cambial, segundo informações no balanço financeiro da empresa. A receita líquida somou 120,4 milhões de reais, praticamente estável ante a observada um ano antes.

carcará

O diretor-presidente da QGEP, Lincoln Guardado, afirmou que a QGEP não irá exercer seu direito de preferência na compra da parcela da Petrobras no bloco BM-S-8, onde está a promissora descoberta de Carcará, no pré-sal, após o acordo de 2,5 bilhões de dólares feito pela estatal com a norueguesa Statoil.

A QGEP tem 10 por cento de participação no BM-S-8.

"Sem dúvida, se nós pudéssemos, a gente poderia até tentar exercer alguma coisa, mas a qualidade do negócio, o montante de capital que está envolvido, seria impossível para a companhia fazer qualquer movimento nessa direção", disse o presidente.

Segundo Guardado, ainda é cedo para fazer estimativas sobre os volumes de óleo e gás que poderão ser produzidos em Carcará.

"Carcará ainda tem muitas perguntas que não foram respondidas, uma delas, por exemplo, é o contato óleo/água, o que permite outras interpretações em relação a volume e a própria coluna de óleo", afirmou Guardado.

O executivo considera possível adiantar o cronograma da área, mas explicou que isso dependerá da agilidade para a realização do leilão da parte da jazida que está fora do contrato e também da unitização das duas parcelas da jazida com o consórcio que se instalar do outro lado.

O governo prevê um leilão de quatro áreas unitizáveis do pré-sal, incluindo Carcará, para o próximo ano, mas a data ainda não está marcada. O final do Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) de Carcará será em março de 2018, data limite para a declaração de comercialidade da reserva.

Segundo Guardado, a empresa tem interesse em participar do leilão da parcela de Carcará que está fora dos limites do contrato. Entretanto, explicou que a QGEP ainda irá estudar a possibilidade quando o leilão estiver definido.

Por Marta Nogueira

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