11 de Agosto de 2016 / às 20:03 / um ano atrás

Dólar sobe 0,25% frente ao real com BC e interrompe sequência de 7 quedas

Cliente confere notas de dólar em banco no Cairo, Egito 10/03/2016 REUTERS/Amr Abdallah Dalsh/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com leve alta frente ao real nesta quinta-feira, com o reforço na intervenção do Banco Central após sete recuos consecutivos da moeda norte-americana ofuscando o apetite por ativos de risco no exterior.

Operadores entenderam que o BC viu uma oportunidade de acelerar a redução de seu estoque de swaps tradicionais, que equivalem a venda futura de dólares, sem mirar cotações específicas. Mas acreditam que a moeda tende a desacelerar a queda agora, girando acima dos 3,10 reais no curto prazo.

O dólar avançou 0,25 por cento, a 3,1400 reais na venda, após chegar a 3,1552 reais na máxima do dia e 3,1280 reais na mínima.

A moeda norte-americana havia acumulado baixa de 4,27 por cento nas sete sessões anteriores. O dólar futuro subia cerca de 0,25 por cento no fim desta tarde.

“O dólar vinha em um ritmo que poderia buscar os 3 reais em breve. Esse ajuste nos swaps deve, no mínimo, adiar esse percurso”, disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

O BC vendeu nesta manhã a oferta total de 15 mil swaps reversos, equivalentes a compra futura de dólares, com vencimentos em 1º de setembro, 3 de outubro e 1º de novembro deste ano e 2 de janeiro de 2017.

A autoridade monetária já vinha atuando praticamente diariamente no mercado, mas com leilões de apenas 10 mil swaps reversos distribuídos em dois ou três vencimentos.

Com isso, mantém sua política de aproveitar a tendência de queda do dólar para reduzir seu estoque de swaps tradicionais, hoje equivalente a pouco menos de 50 bilhões de dólares. Esse estoque rodou acima de 100 bilhões de dólares durante quase todo o ano passado.

Operadores avaliam que o BC não quer impor um piso à divisa, ao contrário da visão que predominou em meio à intensa atuação cambial nos últimos anos. Cotações baixas costumam prejudicar a atividade econômica via exportações, enquanto níveis elevados tendem a pressionar a inflação.

“Em todas as suas declarações, Ilan tem feito questão de frisar que vai deixar a moeda flutuar, vai só fazer alguns ajustes”, disse o operador de um banco nacional que negocia diretamente com o BC, referindo-se ao presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn.

O movimento vem em um momento de queda global do dólar, que continuava nesta sessão em meio a novo avanço dos preços do petróleo.

O apetite por ativos de risco também vem ganhando força diante de expectativas de que a recuperação gradual da economia global deve acontecer em meio a juros persistentemente baixos nos Estados Unidos, aumentando a atratividade de ativos que oferecem rendimentos elevados.

“Essa é a situação perfeita para os emergentes. O mercado está convencido de que o Fed provavelmente não vai subir os juros neste ano, mas a econnomia está cada vez mais forte”, resumiu o economista da corretora Lerosa Investimentos Carlos Vieira.

Esse cenário, aliado ao otimismo do mercado quanto às promessas de restrição fiscal do governo do presidente interino Michel Temer, vem levando analistas a reduzir suas projeções para o dólar, embora a maioria ainda espere alguma apreciação diante do atual patamar.

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