MRV tem queda no lucro, mas vê potencial de expansão nas vendas

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 19:02 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A construtora e incorporadora MRV teve queda de cerca de 14 por cento no lucro do segundo trimestre sobre um ano antes e divulgou expectativa de que pode elevar em até 56 por cento a venda de unidades por mês no médio prazo, como resultado da política de aquisição de terrenos que vem desenvolvendo nos últimos dois anos.

A MRV teve lucro líquido de 138 milhões de reais no segundo trimestre, ante 159 milhões um ano antes, quando tinha acelerado a produção de unidades. Na comparação com os três primeiros meses do ano, houve alta de 7,6 por cento no lucro.

Segundo o co-presidente da MRV, Rafael Menin, a MRV não tem registrado queda de demanda dos clientes, apesar do cenário de crescimento do desemprego que tem afetado construtoras mais focadas nos segmentos de média e alta renda.

"O cliente que compra nosso imóvel é o cliente do primeiro imóvel. Quando olha o valor do aluguel e compara com a prestação, o aluguel é um pouco mais caro. O racional para a compra é super favorável", disse o executivo.

"A demanda continua muito boa, por incrível que pareça", acrescentou, explicando que em algumas regiões houve quedas, como no caso da cidade de Macaé (RJ), por conta do declínio da indústria de óleo e gás. "Interior de São Paulo, por exemplo, continua muito bem por causa do agronegócio", afirmou.

O balanço mostrou geração de caixa recorde da MRV no primeiro semestre, em 324 milhões de reais, mostrando que pode alcançar patamar de vendas de 5 mil unidades residenciais por mês no médio prazo, ante ritmo atual de 3,2 mil unidades.

A expansão de cerca de 56 por cento no ritmo deve vir conforme a empresa conseguir disponibilizar terrenos adquiridos para construção de seus projetos.

Segundo a MRV, das 142 cidades em que atua, 105 tinham no fim do trimestre um estoque de terrenos considerado adequado, mas apenas 35 delas tinham um inventário pronto para venda.

Menin afirmou que a MRV pretende manter a estratégia de expansão de banco de terrenos nos próximos trimestres, diante de estoque baixo em capitais e regiões metropolitanas como São Paulo e Belo Horizonte.   Continuação...