Padilha diz que lista de concessões e privatizações terá setores de petróleo, ferrovia, rodovia e portos

sexta-feira, 12 de agosto de 2016 19:05 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A lista de privatizações e concessões que será divulgada pelo presidente interino Michel Temer no fim do mês vai incluir setores de óleo e gás, rodovias, ferrovias e portos, disse o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, nesta sexta-feira.

Em entrevista à Reuters após evento no Rio de Janeiro, Padilha afirmou que o plano do governo interino é não apresentar um rol muito grande de oportunidades para garantir apetite de interessados nos empreendimentos.

Segundo ele, esses setores contam boa parte do segmentos que farão parte do anúncio programado para o próximo dia 25, a mesma data prevista para o início do julgamento final da presidente afastada, Dilma Rousseff.

"A idéia não é jogar um monte de coisa (empresas e concessões) para interessados. Queremos uma seleção de empresas e áreas. Óleo e gás está, assim como ferrovia, rodovia e portos", acrescentou.

Sobre as recentes intervenções do BC no câmbio para enfrentar a valorização do real frente ao dólar, Padilha afirmou que embora o câmbio seja flutuante, o governo está de olho na retomada das exportações como um caminho para ajudar na saída da recessão e na retomada do crescimento do PIB.

"Nós estamos olhando a exportação também; temos que ficar sempre com um olho no gato e outro no peixe”, afirmou.

Padilha acredita que os sinais de recuperação da economia são claros e que a projeção do governo interino de um crescimento do PIB de 1,2 por cento no ano que vem já pode ser considerada subestimada.

"Estou muito animado com os indicadores da economia. A curva está mudando também para a geração de emprego", disse. "Estou ouvindo todo mundo falar que vamos crescer 2,5 por cento (em 2017). A taxa (de 1,2 por cento prevista) é conservadora", acrescentou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

 
O ministro da Casa Civil do Brasil, Eliseu Padilha, gesticula durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília
07/07/2016
REUTERS/Ueslei Marcelino