CSN anuncia em 10 dias venda de operação e incluirá ativo principal em plano de desmobilização

terça-feira, 16 de agosto de 2016 14:34 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional deve anunciar em 10 dias a venda de uma operação do grupo e na sequência deve anunciar uma negociação futura que deve incluir parte de um de seus ativos principais, afirmaram executivos da empresa nesta terça-feira.

"Precisamos de liquidez e estrutura de capital melhor. Estamos trabalhando em diversas frentes de desmobilização e inclusive sobre uma parte de um dos ativos principais nossos", disse em teleconferência com analistas o presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, sem dar detalhes.

A empresa anunciou na noite da véspera que encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de cerca de 60 milhões de reais. A alavancagem saltou para 8,3 vezes a dívida líquida sobre Ebitda ajustado ante 5,6 vezes no mesmo período de 2015.

O mercado aguarda há anos por vendas de ativos da CSN e os comentários do executivo foram semelhantes aos feitos por ocasião da divulgação dos resultados do primeiro trimestre, em maio, quando Steinbruch comentou que a empresa esperava concluir até o final de junho uma venda de ativo.

Às 14h31, as ações da CSN exibiam queda de 2 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava oscilação negativa de 0,21 por cento.

Steinbruch comentou ainda que espera que a CSN apresente lucro líquido no terceiro trimestre, apoiada por altas nos preços de minério de ferro e expectativa de melhora na demanda por aço no país, apesar do mercado automotivo, um dos principais clientes da indústria siderúrgica, seguir apresentando forte queda de vendas e produção.

Segundo o presidente da CSN, a empresa deve apresentar nos resultados do terceiro trimestre um crescimento da margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). "25 por cento é uma realidade", disse Steinbruch. No trimestre passado, a margem Ebitda ajustada foi de 18,7 por cento ante 20,2 por cento um ano antes.

O executivo afirmou que espera um ambiente de estabilidade de preços de aço no segundo semestre, e o diretor comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, afirmou que a empresa vê como difícil a possibilidade de implementação de reajuste de preços para as montadoras de veículos neste ano.   Continuação...