Privatização da Celg-D não atrai interesse e governo fala em melhorar preço

terça-feira, 16 de agosto de 2016 17:12 BRT
 

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de privatização da distribuidora de energia Celg-D marcado para sexta-feira foi cancelado nesta terça-feira por falta de interessados, mas o governo pretende reagendar para breve a licitação, com novas e mais atrativas condições para viabilizar a venda da elétrica, controlada pela estatal Eletrobras.

O preço mínimo definido para a companhia, de 2,8 bilhões de reais, havia sido alvo de críticas de diversos investidores, em uma sinalização de que o governo precisará fazer algum esforço para encontrar compradores para a Celg e outras seis distribuidoras que a Eletrobras pretende vender até o final de 2017.

"Agora nós vamos trabalhar para tentar reduzir a percepção de risco, trazer um preço que seja atrativo para o mercado, melhorar as condições gerais e avançar", disse a jornalistas em Brasília o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.

Ele não deu detalhes sobre prazo ou sobre o novo valor.

Segundo fontes parlamentares com conhecimento do assunto, uma nova tentativa de licitar a Celg-D deverá reduzir o preço mínimo do ativo para cerca de 2 bilhões de reais.

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse à Reuters que o leilão provavelmente será realizado em setembro.

Embora representantes do governo federal viessem falando que confiavam em um certame bem-sucedido, a falta de interessados já estava no radar dos responsáveis pela privatização, conforme publicado pela Reuters no início do mês.

O cancelamento também não surpreendeu o mercado.

"A falta de proposta faz total sentido, dado que o preço mínimo pelo ativo era muito alto", afirmaram em nota a clientes analistas do Credit Suisse.   Continuação...