Tempo adverso e bianualidade negativa vão derrubar safra de café em 2017, diz Cooxupé

quinta-feira, 18 de agosto de 2016 19:28 BRT
 

Por Roberto Samora

GUAXUPÉ, Minas Gerais (Reuters) - As geadas de julho e o tempo seco que atinge os cafezais de Minas Gerais reduzirão de forma acentuada a safra do ano que vem do Estado, cujas lavouras produzirão menos também pelo fato de 2017 ser o período de baixa do ciclo bianual do arábica, afirmaram nesta quinta-feira dirigentes da Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do Brasil.

Dessa forma, Minas Gerais, que responde por cerca de metade da produção nacional de café, deverá colher 17 milhões a 18 milhões de sacas de 60 kg em 2017, ante 23 milhões a 26 milhões neste ano, disse a jornalistas o superintendente comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, após a cooperativa receber visita do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

A colheita de arábica está praticamente encerrada. Entre os cooperados da Cooxupé, os trabalhos já avançaram para mais de 80 por cento da área estimada para este ano.

Considerando a expectativa de queda na produção de Minas, a safra brasileira da variedade arábica, que responde pela grande maioria da produção, seria de 37 milhões a 38 milhões de sacas, ante 42 milhões a 45 milhões em 2016.

"Isso pode impactar nas vendas do ano que vem. Agora, o tamanho da queda de safra vai depender de quanto tempo ainda vai levar para chover", disse o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, ao comentar que não chove bem na região desde meados de julho.

Quanto mais tempo leva para a umidade chegar, maiores os riscos de uma produção menor, comentou ele.

No entanto, há expectativa de chuvas razoáveis para o próximo final de semana, o que poderia provocar as primeiras floradas para a próxima safra.

Dias, da área comercial, ressaltou que o Brasil tem tido exportações e consumo interno elevados, que não têm permitido que o país acumule excedentes.   Continuação...