Consumidor paulistano volta a ficar otimista em agosto após 15 meses de pessimismo, diz FecomercioSP

terça-feira, 23 de agosto de 2016 12:00 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - Os consumidores paulistanos voltaram a ficar otimistas em agosto após 15 meses de pessimismo, reflexo principalmente da melhora nas expectativas em relação aos próximos meses, mostrou levantamento da FecomercioSP, nesta terça-feira.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da cidade de São Paulo alcançou 101,6 pontos ante 97,7 pontos em julho, de acordo com pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo. Ante agosto do ano passado, houve alta de 18,2 por cento.

O ICC não ultrapassava a barreira dos 100, que delimita o sentimento de pessimismo e otimismo, desde abril de 2015.

Para a FecomercioSP já há sinais mais concretos, ainda que sutis, que sugerem um segundo semestre melhor que o primeiro. "O segundo semestre vai ser de retomada, de construção de uma base sólida para 2017 apresentar um cenário mais positivo", disse à Reuters o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze.

Ele ponderou que a base de comparação ainda é muito fraca, com o primeiro semestre de 2016 tendo sido o fundo do poço para o setor e que uma melhora contundente depende de retomada do emprego e renda, que ocorrerá com a volta dos investimentos. "Mas estamos saindo do fundo do poço", disse.

Dentro do ICC, o índice das expectativas do consumidor alcançou 130,3 pontos em agosto, alta de 1,3 por cento na base mensal e de 28,3 por cento frente ao mesmo período de 2015, apoiado particularmente na melhora do sentimento dos consumidores com rendimento abaixo de 10 salários mínimos.

A avaliação dos consumidores em relação ao momento atual melhorou em agosto ante julho, de 51,3 para 54,7 pontos, mas segue abaixo dos 59,3 de agosto de 2015. O resultado foi novamente apoiado no grupo de consumidor que recebe abaixo de 10 salários mínimos.

Apesar da melhora mensal, a FecomercioSP destaca que as condições econômicas atuais do consumidor permanecem ruins, dada a inflação alta, o desemprego em elevação, o crédito escasso e caro, entre outros fatores.   Continuação...