24 de Agosto de 2016 / às 15:32 / em um ano

Copel quer rever atuação em transmissão e avalia trocar ou vender ativos

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense Copel pretende focar sua atuação em transmissão de energia em seu Estado de origem e regiões mais próximas para reduzir custos operacionais, o que poderá passar pela revisão de seu portfólio de empreendimentos, com trocas ou vendas de ativos, afirmou nesta quarta-feira o diretor de Relações com Investidores da companhia, Luiz Eduardo Sebastiani.

Segundo ele, a companhia já iniciou conversas com a Eletrosul, subsidiária da Eletrobras que atua principalmente no Sul do país, para avaliar trocas de participações das companhias em linhas de transmissão, de modo que a Copel fique com empreendimentos mais próximos do Paraná e não tenha redução de receitas.

O executivo falou com jornalistas após encontro da Copel com investidores em São Paulo.

Ele disse também que a Copel também poderá avaliar a venda de empreendimentos no Norte e Nordeste do país, como uma linha no Maranhão que a companhia possui em parceria com a espanhola Elecnor e linhas no Norte, nas quais é sócia da chinesa State Grid. “Mas isso ainda é somente uma hipótese”, ressaltou.

O diretor disse que a Copel não precisa vender ativos para reduzir sua alavancagem, que tem subido nos últimos trimestres, e defendeu que as eventuais negociações citadas estão associadas a uma revisão estratégica da companhia em busca de melhor sinergia e eficiência.

Ele também disse que a Copel poderá, se necessário, vender ações que possui na companhia de saneamento do Paraná, Sanepar, mas que a operação não está sendo avaliada no momento porque os preços do ativo estão baixos frente aos rendimentos que ele proporciona à companhia por meio de dividendos.

DISTRIBUIÇÃO

A Copel demonstrou boas expectativas quanto a seus negócios na distribuição de energia elétrica, onde a companhia já vê um início de retomada na demanda dos clientes, que deve fechar este ano estável ou com leve queda ante 2015, segundo o superintendente de mercado, Artur Felipe Pessuti.

Ele afirmou ainda que o quarto ciclo de revisão das tarifas da distribuidora do grupo, concluído em junho, deverá melhorar significativamente os resultados da empresa, ao elevar a base de remuneração da concessionária para 4,9 bilhões de reais, ante 2,5 bilhões na revisão anterior.

“Essa foi a principal notícia do ano... incrementou significativamente a base de remuneração, praticamente dobramos o tamanho da distribuidora... isso proporciona... incremento da remuneração para os investidores”, disse Pessuti.

Ele disse que a distribuidora Copel-D deverá somar uma geração de caixa medida pelo Ebitda de entre 650 milhões e 700 milhões de reais nos próximos 12 meses, ante um Ebitda negativo de 197,7 milhões de reais no primeiro semestre de 2016.

Por Luciano Costa

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below