Copel avalia trocar ou vender ativos de transmissão; PR quer reduzir fatia na estatal

quarta-feira, 24 de agosto de 2016 13:31 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense Copel pretende focar sua atuação em transmissão de energia em seu Estado de origem e regiões mais próximas para reduzir custos operacionais, o que poderá passar pela revisão de seu portfólio de empreendimentos, com trocas ou vendas de ativos, afirmou nesta quarta-feira o diretor de Relações com Investidores da companhia, Luiz Eduardo Sebastiani.

O executivo, que falou com jornalistas após encontro da Copel com investidores em São Paulo, também confirmou que o governo do Paraná pretende reduzir sua fatia na companhia para fazer caixa, mas ressaltou que isso não envolveria a troca do controle da elétrica, que continuaria com o Estado.

Sobre os planos para a área de transmissão, Sebastiani explicou que a Copel já iniciou conversas com a Eletrosul, subsidiária da Eletrobras que atua principalmente no Sul do país, para avaliar trocas de participações das companhias em linhas de energia, de modo que a Copel fique com empreendimentos mais próximos do Paraná e não tenha redução de receitas.

Ele disse que a Copel também poderá avaliar a venda de empreendimentos no Norte e Nordeste do país, como uma linha no Maranhão que a companhia possui em parceria com a espanhola Elecnor e linhas no Norte, nas quais é sócia da chinesa State Grid. "Mas isso ainda é somente uma hipótese", ressaltou.

O diretor disse que a Copel não precisa vender ativos para reduzir sua alavancagem, que tem subido nos últimos trimestres, e defendeu que as eventuais negociações citadas estão associadas a uma revisão estratégica da companhia em busca de melhor sinergia e eficiência.

Ele também disse que a Copel poderá, se necessário, vender ações que possui na companhia de saneamento do Paraná, Sanepar, mas que a operação não está sendo avaliada no momento porque os preços do ativo estão baixos frente aos rendimentos que ele proporciona à companhia por meio de dividendos.

GOVERNO ESTUDA VENDA   Continuação...