Yellen diz que hipótese de alta de juros tem ganhado força

sexta-feira, 26 de agosto de 2016 11:21 BRT
 

JACKSON HOLE, EUA (Reuters) - A hipótese de aumento de juros nos Estados Unidos tem ganhado força nos últimos meses devido à melhora no mercado de trabalho e às expectativas de crescimento econômico mais rápido, disse nesta sexta-feira a chair do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen.

Yellen não indicou quando o Fed vai retomar as elevações na taxa, mas as declarações reforçam a avaliação de que a alta pode acontecer mais à frente neste ano. O Fed se reunirá neste ano em setembro, novembro e dezembro.

Yellen, falando em reunião internacional de bancos centrais de três dias, disse que "a economia dos EUA está se aproximando das metas do estatuto do Federal Reserve de pleno emprego e estabilidade de preços".

"À luz da performance continuamente sólida do mercado de trabalho e da perspectiva para a atividade econômica e a inflação, acredito que a hipótese de aumento da taxa de juros tem ganhado força nos últimos meses", disse Yellen no texto de seu discurso.

Ela acrescentou que o Fed ainda acredita que futuros aumentos de juros devem ser "graduais".

O Fed elevou os juros de dezembro, primeiro em quase uma década, mas os manteve desde então diante da desaceleração do crescimento global, volatilidade dos mercados financeiros e fraco dados de inflação no Estados Unidos em geral.

Investidores vinham 18 por cento de chances de o Fed elevara juros em setembro e de 53 por cento de isso ocorrer em dezembro, segundo dados do FedWatch, do grupo CME.

A declaração de Yellen provavelmente não convencerá alguns investidores de que um aumento de juros é iminente. Isso porque, em parte, entende-se que as autoridades o Fed estão fortemente divididas entre os que querem elevar os juros em breve e outros que pedem uma postura mais cautelosa.

Yellen falou em conferência do Fed sobre o desenho de novos quadros de política monetária. Autoridades de bancos centrais buscam novas maneiras de estimular economias mesmo após cortarem os juros a quase zero e inundarem os bancos com dinheiro.   Continuação...