ONS garante bandeira tarifária verde na conta de luz até o final do ano

sexta-feira, 26 de agosto de 2016 14:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As contas de luz deverão ficar pelo menos até o final do ano em bandeira verde, que não gera custo adicional para o consumidor, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, que explicou que o nível dos reservatórios aponta que não deve ser necessário acionar térmicas mais caras, que levariam à bandeira amarela.

Barata, que falou com jornalistas em café da manhã que comemorou os 18 anos do ONS, disse que o nível dos reservatórios e a afluência prevista para os próximos meses garantem a manutenção da bandeira tarifária sem custo adicional ao consumidor.

Ele chamou de especulações as notícias de que o governo poderia promover uma mudança de bandeira para amarela, o que implicaria em um custo adicional na conta dos consumidores de 1,50 real a cada 100 Kwh consumidos.

"Mantemos verde a bandeira, com certeza... Há muita especulação nesse mercado", disse ele.

"Acho que vamos ficar com a verde até o fim, até porque em outubro e novembro começa a chover. Além disso, no período seco está chovendo. Ou seja, o balanço da carga de geração permite dizer que não será necessário gerar tanta térmica", adicionou Barata, sobre as termelétricas que têm custo mais alto.

SÃO FRANCISCO

Ele afirmou ainda que o órgão espera ter até o final do ano autorização do governo para reduzir ainda mais a vazão defluente da hidrelétrica de Sobradinho, no rio São Francisco, o que reduziria a geração da usina para manter mais água no reservatório e possibilitar o atendimento à demanda por água para irrigação e consumo urbano.

"A ideia é poupar para um futuro próximo e evitar baixas perigosas; é um processo de poupança do rio, pois não sabemos o que vai ocorrer no próximo período chuvoso, e podemos ter uma repetição do último período úmido, que não foi bom", disse ele. "A decisão vai ser tomada este ano ainda porque há uma sensibilidade dentro do governo sobre o tema..."   Continuação...