Exportações do Brasil em contêineres atingem recorde, diz Maersk Line

terça-feira, 30 de agosto de 2016 15:08 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações do Brasil em contêineres atingiram um recorde no segundo trimestre deste ano, com alta de 8,6 por cento ante o mesmo período de 2015, mostrou nesta terça-feira um relatório setorial da empresa de logística Maersk Line, embora um avanço ainda maior nos embarques enfrente limites pelo número de navios que circulam nos portos brasileiros.

O país embarcou 650 mil TEUs (unidade de medida de volume, equivalente a um contêiner padrão de 20 pés) entre abril e junho, estimou a empresa.

A Maersk Line é a maior empresa do mundo no transporte marítimo de contêineres e começou a analisar o mercado brasileiro com relatórios periódicos em 2012.

"A exportação está crescendo porque a queda (recente) do câmbio foi marginal", destacou diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, João Momesso, lembrando que o país mantém há meses uma boa competitividade no exterior fomentada pelo real desvalorizado.

"Até por conta da crise (no mercado brasileiro), algumas das commodities que viriam para o mercado interno, as empresas tiveram que mirar o mercado exterior", complementou o executivo, citando o caso dos produtos plásticos, que registraram os melhores ganhos entre os produtos não refrigerados, com alta de aproximadamente 35 por cento no trimestre.

A Maersk Line destacou que as exportações de madeira em contêineres subiram 24 por cento no segundo trimestre. Já no algodão, o crescimento foi de 4,1 por cento, mas o ritmo de expansão deve ser retomado conforme a mais recente colheita comece a chegar aos portos nacionais.

"No mês passado, o açúcar também teve 'boom' muito forte, sazonal da safra. O açúcar brasileiro foi bastante demandado", disse o executivo. Os embarques do adoçante em contêineres cresceram 30,2 por cento.

O relatório apontou também crescimento dos embarques de carne bovina, que subiram 12 por cento no segundo trimestre, assim como de peixe (+29 por cento) e de frango (+7,5 por cento).   Continuação...