Sauditas e russos firmam pacto e podem limitar produção de petróleo no futuro

segunda-feira, 5 de setembro de 2016 10:09 BRT
 

HANGZHOU, China (Reuters) - A Arábia Saudita e a Rússia assinaram nesta segunda-feira um acordo de cooperação no mercado de petróleo, em um pacto que não vai resultar em ação imediata na produção, ainda que limites na extração possam ocorrer no futuro.

As informações sobre o assunto causaram alta acentuada dos preços do petróleo, com a expectativa de que os maiores produtores poderão trabalhar juntos para lidar com o excesso de oferta global.

O acordo foi assinado pelos ministros da Energia da Arábia Saudita e da Rússia, na China, paralelamente à reunião do G20, e veio após uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o príncipe saudita Mohammed bin Salman.

O ministro da Energia russo, Alexander Novak, disse que os dois países estavam se movendo em direção a uma aliança estratégica em energia e o alto nível de confiança que lhes permitiria fazer frente aos desafios globais.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, disse que o acordo iria incentivar outros produtores a cooperar.

Os preços do petróleo Brent subiram quase 5 por cento, antes de uma coletiva de imprensa com os ministros, mas reduziu ganhos e operava com alta de 0,75 por cento às 9:41 (horário de Brasília), conforme o acordo não produziu nenhuma ação imediata.

"Não há necessidade agora de congelar a produção... Temos tempo para tomar este tipo de decisão", disse Falih, acrescentando que "congelar a produção é uma das possibilidades preferenciais, mas não tem que acontecer especificamente hoje."

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai ter conversas informais na Argélia no final deste mês e deve se reunir oficialmente em Viena, em novembro .

(Reportagem de Henning Gloystein e Dmitry Zhdannikov)

 
Ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih.     07/06/2016             REUTERS/Faisal Al Nasser/File Photo