Dólar sobe 0,07% sobre o real com ação de importadores

quinta-feira, 8 de setembro de 2016 17:36 BRT
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve uma sessão de sobe e desce nesta quinta-feira, fechando o dia com alta ante o real, influenciado pela perspectiva de adiamento do processo de aumento de juros nos Estados Unidos e pela compra de moeda norte-americana por importadores atraídos pelos preços atrativos.

O dólar avançou 0,07 por cento, a 3,2104 reais na venda, após despencar mais de 2 por cento no pregão anterior. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana bateu em 3,1656 reais e, na máxima, atingiu 3,2187 reais.

O dólar futuro tinha alta de cerca 0,50 por cento nesta tarde.

"Houve um movimento especulativo no final da manhã, com o BCE e, sobretudo, pela compra de importadores, que aproveitaram o preço baixo", comentou o operador da Spinelli, José Carlos Amado, referindo-se ao Banco Central Europeu.

Em entrevista depois do encontro de política monetária, o presidente do BCE, Mario Draghi, disse que não foi discutido aumentar os estímulos monetários na reunião desta manhã, o que ajudou a pressionar a moeda norte-americana.

Durante a tarde, o dólar voltou a trabalhar pressionado, abandonando a queda que predominou por mais tempo nesta quinta-feira e que vem sendo bancada pela perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve elevar os juros da maior economia do mundo tão cedo, mantendo a atratividade aos investidores globais de outros mercados que oferecem maiores rendimentos, como o Brasil.

Na véspera, o Fed divulgou seu Livro Bege e informou que a economia dos Estados Unidos expandiu a um ritmo modesto em julho e agosto, mas que havia poucos sinais de que as pressões salariais estão sendo sentidas além dos postos de trabalho altamente qualificados.

Durante a manhã, foi divulgado que o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, indicando força sustentada do mercado de trabalho, mesmo com o ritmo de crescimento desacelerando.   Continuação...

 
Notas de dólar são contadas em banco de Westminster, no Colorado, Estados Unidos
03/11/2009
REUTERS/Rick Wilking/File Photo