Brasil Brokers espera ficar perto de equilíbrio no 2o semestre, apesar de efeito de Olimpíada

sexta-feira, 9 de setembro de 2016 15:46 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Brasil Brokers, grupo de intermediação e consultoria imobiliária, deve ficar mais perto de equilibrar seus resultados no segundo semestre, apesar de um mês de agosto impactado pelos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, um de seus principais mercados no país.

"Pretendemos que a companhia volte ao patamar de 'break even' nos próximos meses. Não conseguimos isso no primeiro semestre, mas continuamos cortando (custos) e esperamos uma realidade de venda um pouco mais positiva para confirmar esse cenário", afirmou o presidente do grupo, Silvio Almeida.

No primeiro semestre de 2016, as vendas caíram 49 por cento na comparação com os primeiros seis meses de 2015, para 2,224 bilhões de reais, enquanto os custos e despesas operacionais totais recuaram 21 por cento, para 77 milhões de reais. A empresa fechou o período com prejuízo de 25,4 milhões.

Em entrevista à Reuters, Almeida disse que os anos de 2014 e 2015 foram mais difíceis do que a companhia esperava, com o setor afetado pela realidade econômica e política do país, mas que 2016 já está mais em linha com as previsões da empresa.

"O primeiro semestre foi bastante difícil", afirmou, destacando particularmente o quadro político, que adicionava muita incerteza para o cenário. "Com as mudanças recentes que tivemos (impeachment de Dilma Rousseff), o cenário ficou um pouco mais claro", disse.

"Apesar de não termos motivo ainda para estarmos muito confiantes, com expectativa de uma melhora imediata... pelo menos as coisas deixaram de piorar", disse o executivo, referindo-se principalmente aos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo, os mais relevantes da Brasil Brokers.

Ele citou que a melhora em indicadores de confiança, mesmo que tímida, traz algum alento uma vez que é um dos vetores mais importantes para o mercado imobiliário, mas que existem outras variáveis também relevantes que não devem se resolver de imediato, como taxa de juros, renda, crescimento econômico e desemprego.

"Olhando para a frente, a tendência é de melhora, mas não na velocidade e na relevância necessárias para já sentirmos uma melhora propriamente dita de mercado", afirmou Almeida.   Continuação...