Bovespa tem maior queda diária desde fevereiro por preocupações com EUA, China e Coreia do Norte

sexta-feira, 9 de setembro de 2016 18:45 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa teve nesta sexta-feira a maior queda em sete meses, diante do aumento das expectativas de alta em breve dos juros nos Estados Unidos, da desaceleração econômica na China, além da tensão provocada por novo teste nuclear da Coreia do Norte.

O Ibovespa caiu 3,71 por cento, aos 57.999 pontos. Foi a maior queda diária percentual desde o recuo de 4,86 por cento em 2 de fevereiro. O giro financeiro da sessão somou 8,2 bilhões de reais.

Na semana, o Ibovespa recuou 2,71 por cento, maior queda semanal desde meados de maio.

O mercado foi guiado principalmente pela declaração do presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, de que o banco central norte-americano enfrenta cada vez mais riscos se esperar muito tempo para elevar a taxa de juros.

A afirmação de uma autoridade considerada pelo mercado como "dovish" foi a senha para investidores aumentarem as apostas de que uma alta dos juros nos EUA está próxima. A consequência disso seria a migração de recursos aplicados em ativos de maior risco, como commodities e ações, para títulos do Tesouro do país.

As bolsas de valores globais e as cotações de commodities, como o petróleo, que já operavam no vermelho devido a notícias de China e Coreia do Norte, intensificaram as perdas.

De um lado, a China informou que sua inflação ao consumidor em agosto desacelerou para o menor ritmo em quase um ano, ampliando evidências de que a economia está se estabilizando.

De outro, a Coreia do Norte fez um teste nuclear com uma explosão mais poderosa que a bomba detonada em Hiroshima, o que levantou preocupações geopolíticas no mundo todo.   Continuação...