Vamos centrar fogo neste momento no teto de gastos e na reforma da Previdência, diz Padilha

segunda-feira, 12 de setembro de 2016 12:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira que o governo vai centrar seus esforços neste momento na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos e na reforma da Previdência.

"Eu pessoalmente, e penso que falo em nome do presidente Temer, penso que nós não devemos nesse momento trazer para um debate mais amplo nenhum tema que não seja a reforma fiscal e a reforma da Previdência", disse Padilha a jornalistas antes de participar de um evento em São Paulo.

"Penso que nós vamos centrar fogo neste momento até nós conseguirmos aprovar essas duas reformas, que são fundamentais para o Brasil", acrescentou.

Os comentários dos ministros ocorrem depois dos ruídos causados após divulgação pelo ministro da Trabalho, Ronaldo Nogueira, de propostas iniciais para a reforma trabalhista, também defendida pelo governo.

Tanto a PEC dos gastos como a reforma da Previdência vão ajudar a deter o crescimento da dívida pública, disse Padilha, condição necessária para atrair investimentos, internos e externos, algo essencial já que o país tem muitas necessidades, mas o governo está com "capacidade zero" para investir.

"Com a reforma fiscal, que é o teto, e a reforma da Previdência nós vamos fazer com que esse crescimento (da dívida), que é vertiginoso, ele vá perdendo força", disse.

Ainda sobre a reforma da Previdência, Padilha disse, sem dar detalhes, que o governo está discutindo com setores agrícolas uma fórmula para ajudar a reduzir o déficit previdenciário rural, mas sem penalizar os pequenos agricultores.

Na defesa da PEC do teto, o ministro reforçou a promessa do governo de que educação e saúde não deixarão de ter seus gastos elevados pela inflação passada, o que não está garantido a outras áreas.

Ao ser questionado se a eventual cassação do deputado suspenso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) melhoraria ou pioraria a situação do Palácio do Planalto no Congresso, Padilha disse que o governo Temer se estabeleceu com uma base de mais de dois terços e que esta base é sustentada pela participação dos partidos nos ministérios e nas decisões do Executivo.   Continuação...

 
Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante entrevista coletiva em Brasília
07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino