Lotex, da Caixa, estará em plano de privatizações a ser anunciado por governo na 3a-feira, diz fonte

segunda-feira, 12 de setembro de 2016 21:07 BRT
 

Por Leonardo Goy e Rodrigo Viga Gaier

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Lotex, braço da Caixa Econômica Federal[CEF.UL]para loterias instantâneas, estará na lista dos negócios para os quais o governo federal vai buscar capital privado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto.

O conselho do PPI fará sua primeira reunião na terça-feira. Após a reunião, serão anunciadas as primeiras concessões e privatizações a serem feitas pelo governo do presidente Michel Temer.

O PPI também anunciará medidas regulatórias para aumentar a competição nos leilões de concessão e para viabilizar financiamentos de mercado para os projetos.

"Não haverá mais subsídios. Agora é juros de mercado", disse uma segunda fonte, acrescentando que o pacote terá "estudos (de viabilidade) mais robustos, para facilitar o financiamento".

Na semana passada, uma fonte do governo já havia dito à Reuters que o governo estudava buscar um parceiro privado para ter 51 por cento da Lotex. [nL1N1BI12A]

Além da Lotex, o anúncio deve incluir outros negócios que já estão em andamento no governo, como a privatização da distribuidora goiana de energia elétrica Celg-D e a concessão dos aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). O pacote vai incluir ainda concessões de terminais portuários, rodovias e trechos da ferrovia Norte-Sul, disse a segunda fonte do governo.

As empresas estaduais de saneamento do Rio de Janeiro, Pará e Rondônia também estarão na lista, disse uma terceira fonte, próxima da organização do processo.

A maior parte do dinheiro a ser arrecadado com essas primeiras concessões e privatizações, porém, virá da oferta de áreas para exploração de óleo e gás, disse a primeira fonte, sem dar mais detalhes.   Continuação...

 
Em foto de arquivo, logo da Caixa Econômica Federal é visto no centro do Rio de Janeiro, Brasil
20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares