Setor imobiliário e gastos do governo impulsionam economia chinesa em agosto

terça-feira, 13 de setembro de 2016 09:34 BRT
 

Por Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A produção industrial da China e as vendas no varejo cresceram mais rápido do que o esperado em agosto, uma vez que o mercado imobiliário forte e os gastos do governo em infraestrutura impulsionaram o crescimento na segunda maior economia do mundo.

A produção industrial cresceu no ritmo mais rápido em cinco meses com a demanda por produtos desde carvão até carros se recuperando, embora analistas alertem que as perspectivas são obscuras devido à fraqueza no investimento industrial e à falta de gastos por empresas privadas.

A produção industrial subiu 6,3 por cento em agosto na comparação com o ano anterior, ante alta de 6,0 por cento em julho. A expectativa era de alta de 6,1 por cento.

As vendas no varejo subiram 10,6 por cento em agosto na base anual, também superando as expectativas, que eram de um aumento e 10,3 por cento, após alta de 10,2 por cento no mês anterior.

"Está muito claro que os dados estão melhorando por causa do mercado imobiliário. Isso não é sustentável", disse o economista do Commerzbank Zhou Hao.

"É um bom momento para a China realizar as reformas estruturais, para restaurar a confiança na economia", referindo-se a uma revisão prometida há muito tempo nas empresas estatais do país, que muitas vezes são inchadas e ineficientes.

A expansão do investimento em ativo fixo da China permaneceu em 8,1 por cento no período entre janeiro e agosto, ligeiramente melhor do que as expectativas do mercado.

Ainda assim, a taxa de crescimento do investimento permaneceu a mais lenta desde dezembro de 1999. Analistas consultados pela Reuters esperavam um crescimento do investimento de 8,0 por cento.

O investimento de empresas estatais saltou 21,4 por cento nos oito primeiros meses do ano. Já o investimento em ativo fixo no setor privado cresceu 2,1 por cento no período.

 
Uma obra e um prédio residencial refletidos em parede espelhada de edifício em Pequim. 15/12/2014 REUTERS/Kim Kyung-Hoon