September 13, 2016 / 8:52 PM / 10 months ago

Bovespa recua 3% e fecha na mínima em mais de um mês por movimento global de aversão a risco

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em queda de 3 por cento, na mínima em mais de um mês, pressionado por um movimento de aversão a risco global que também derrubou bolsas e commodities no exterior.

O Ibovespa caiu 3,01 por cento, a 56.820 pontos. Trata-se do menor patamar desde 2 de agosto. O volume financeiro no pregão somou 8,2 bilhões de reais.

De acordo com gestores ouvidos pela Reuters, o movimento foi guiado, particularmente, por incertezas relacionadas a ações de bancos centrais em países desenvolvidos.

Um desses profissionais vê um certo receio nos mercados de que a política monetária nesses países possa ter chegado a um limite, com chance de reavaliação de algumas políticas expansionistas.

Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, que se reúne na próxima semana para decidir sobre sua taxa de juros.

"Apesar da chance relativamente baixa de o juro subir este mês (nos EUA), há muita incerteza e quem diga que o Fed pode surpreender e não seguir o mercado", afirma o gestor Marcello Paixão, sócio da administradora de recursos Constância NP.

Tais incertezas combinadas com a valorização na Bovespa em 2016 endossaram questionamentos sobre a relação risco e retorno nas alocações, corroborando alguma realização de lucros. O Ibovespa acumulava até a véspera elevação de 35 por cento este ano.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 1,48 por cento.

Destaques

- PETROBRASfechou com as ações preferenciais em queda de 6,74 por cento e as ordinárias com tombo de 7,61 por cento, na esteira do recuo dos preços do petróleo. A sessão ainda teve como pano de fundo avaliações de líderes partidários de que a votação de projeto sobre a participação da estatal no pré-sal deve ficar para depois das eleições municipais de outubro.

- VALE fechou em queda de 6,94 por cento nas preferenciais e 6,98 por cento nas ordinárias, acompanhando a fraqueza dos preços de commodities, apesar dos dados melhores sobre a economia chinesa.

- GERDAU fechou em queda de 8,76 por cento, em sessão também bastante negativa para as siderúrgicas, que lideram as altas do Ibovespa em 2016. CSN perdeu 7,39 por cento e USIMINAS caiu 7,71 por cento, tendo ainda no radar decisão dos Estados Unidos de impor tarifas contra importação de aços laminados do Brasil.

- BRADESCO perdeu 4,16 por cento nas preferenciais e ITAÚ UNIBANCO caiu 1,99 por cento, afetados pelas vendas generalizadas, pesando no Ibovespa em razão da participação relevante que detêm na composição do índice.

- FIBRIA subiu 2,03 por cento, entre as poucas altas do Ibovespa nesta sessão, encontrando suporte na alta do dólar ante o real, apesar de novo recuo semanal nos preços de celulose na China.

- JBS ganhou 1,46 por cento, depois de ter chegado a recuar 2,84 por cento no início da sessão. A maior processadora de carnes do mundo anunciou nesta manhã a troca de comando, após a Justiça impedir Wesley Batista de exercer cargos executivos. A alta do dólar ante o real também ajudou a companhia.

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