ENTREVISTA-Previ deve exercer até outubro opção de venda de ações na CPFL Energia, por R$7,5 bi

terça-feira, 13 de setembro de 2016 20:25 BRT
 

Por Aluisio Alves

FLORIANÓPOLIS (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, deve exercer nas próximas semanas opção de venda de sua participação de 29,4 por cento na CPFL Energia, por cerca de 7,5 bilhões de reais, disse nesta terça-feira à Reuters o presidente do órgão, Gueitiro Genso.

“Temos até o começo de outubro para exercer a opção de venda e estudos internos nos indicam que há grande chance de exercer”, disse Genso, que participa do 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão.

Mas a venda efetiva das ações aconteceria no final do ano ou no primeiro trimestre de 2017, disse.

Em julho, a chinesa State Grid aceitou comprar a participação de 23,6 por cento da Camargo Correa na CPFL Energia por 5,9 bilhões de reais. Pelo acordo de acionistas, a State Grid tem que estender a mesma oferta aos demais sócios, incluindo a Previ.

O movimento pode ajudar a Previ a evitar um ajuste em seu principal plano, que fechou 2015 com um déficit acumulado de cerca de 3 bilhões de reais.

"Só saberemos com certeza após o fim do ano, mas com base nos números de agosto, não teríamos que fazer a readequação”, disse Genso.

Devido perdas sofridas com a desvalorização de ações da Vale detidas pelo Plano 1 da Previ, entre outros fatores, o fundo será obrigado a apresentar um plano de readequação, no qual cotistas e o Banco do Brasil teriam que fazer uma contribuição adicional por alguns anos para cobrir prejuízos acima do tolerado pela regulação durante três anos seguidos.

O Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios, já implementou um plano de readequação. A Petros, dos funcionários da Petrobras, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal, devem ter que fazer o mesmo.   Continuação...