15 de Setembro de 2016 / às 17:22 / um ano atrás

Ministro confia em volta da Samarco, mas diz que custo será bilionário

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A retomada das operações da mineradora Samarco deverá ocorrer em algum momento e é um desejo do governo de Minas Gerais e da população afetada pelo trágico rompimento de uma barragem de rejeitos no ano passado, disse o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, nesta quinta-feira.

Ressaltando a importância econômica da Samarco para a região, ele disse ainda que custo da empresa e de suas proprietárias, a Vale e a BHP Billiton, para a retomada das atividades será bilionário.

“O que aconteceu com Samarco foi uma tragédia, lamentável, mas precisamos ouvir quem está próximo. Se você conversa com o governo de Minas, com Espírito Santo e cidades do entorno, todos querem, evidentemente com mais segurança e com os reparos feitos, que a Samarco possa voltar a operar”, disse o ministro, em entrevista a jornalistas após encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“Defendo que, respeitando as normas de meio ambiente... e não vejo dificuldade para empresa voltar as atividades.”

Coelho Filho frisou que, em conversas com executivos das companhias, eles se comprometeram a investir mais do que o necessário para a retomada da Samarco no futuro.

“Não é pouco investimento. Estamos falando de alguns bilhões, e nas conversas que tive com Vale e BHP disseram que estão dispostos a fazer e até admitem que, se precisar fazer um pouco mais, eles estão abertos”, afirmou o ministro.

A Samarco e suas proprietárias estão enfrentando questões judiciais sobre o tamanho das reparações que terão que ser pagas para compensar aquele que é considerado o pior desastre ambiental do Brasil, que ainda causou a morte de 19 pessoas.

O ministro não quis estimar quando seria possível para a mineradora retomar suas atividades na região de Mariana, e frisou mais de uma vez que a Samarco precisa vencer uma série de questões ambientais.

Para voltar a funcionar, a empresa depende de autorizações do órgão ambiental de Minas Gerais (Semad) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Por Rodrigo Viga Gaier

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