Fãs comemoram, mas Ásia dá recepção mais fria para iPhone 7

sexta-feira, 16 de setembro de 2016 15:39 BRT
 

XANGAI/SYDNEY (Reuters) - Fãs da Apple (AAPL.O: Cotações) de Sydney a Xangai, os primeiros consumidores no mundo a ter disponível o iPhone 7, comemoraram ao saírem das lojas nesta sexta-feira com seus novos aparelhos, mas as multidões de entusiastas e pessoas que acampavam na frente delas foram menores que em anos anteriores.

Parte da explicação decorre de encomendas feitas online e nas lojas da China apenas quem tinha feito compras antecipadas ficou nas filas para retirar o aparelho.

Mas em mercados como a China, o interesse online pelo novo celular da Apple foi menor que em lançamentos passados, diante da concorrência com marcas mais baratas que melhoraram seus produtos e marketing.

Wu Ting, jovem de 28 anos de Nanjing, ficou surpresa ao ser a primeira da fila em uma lojas da Apple em Xangai nesta sexta-feira, um feriado na China.

"No ano passado havia multidões de pessoas, mas este ano quase ninguém. Eu vim uma hora antes achando que eu teria que esperar um tempão", disse Wu.

As vendas na China serão um teste importante para a Apple. O sucesso do iPhone 6 no país impulsionou as vendas da companhia no ano passado, enquanto o modelo 6S contribuiu para a primeira queda de receita global da companhia em mais de uma década neste ano.

As discussões sobre o lançamento do iPhone 7 no site de microblogs chinês Weibo também estão bem mais contidas em relação ao lançamento do iPhone 6 em 2014. Um índice de buscas do Baidu, site de pesquisas mais popular da China, mostra que o novo modelo da Apple está atrás do iPhone 6 e do 5 em termos de interesse dos internautas.

"De Steve Jobs a Tim Cook, a Apple nunca teve qualquer estratégia de marketing para a China", disse Zhou Zhanggui, um consultor de estratégia em Pequim. "A Apple arrisca perder mais se não fizer uma medição melhor das demandas locais."

Mas a empresa não perdeu o brilho para todos seus fãs.   Continuação...

 
Novo iPhone 7 é visto em loja da Apple em Los Angeles, nos Estados Unidos 
16/09/2016 REUTERS/Lucy Nicholson