Cemig vê alavancagem caindo e economias gerando R$1 bi ao ano

sexta-feira, 16 de setembro de 2016 14:46 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A elevada alavancagem da Cemig está começando a cair, em meio a um programa de redução de custos e venda de ativos, e a empresa prevê que conseguirá economias que vão gerar cerca de 1 bilhão de reais de Ebitda por ano com um plano de aumento de eficiência, disse nesta sexta-feira o presidente da elétrica mineira.

"A alavancagem da Cemig está começando a cair, com todo esse esforço a gente vai caminhar para um processo de desalavancagem e vamos conseguir convencer o mercado que essa é a trajetória, baseada em estratégia de maior eficiência da companhia", declarou Mauro Borges, em entrevista a jornalistas após evento em São Paulo.

A alavancagem da Cemig, medida pela relação entre a dívida líquida e a geração de caixa, fechou junho em 5,26 vezes, ante 4,39 vezes no final de março e 2,40 vezes no final de 2015.

Ele lembrou que o custo operacional da distribuidora da Cemig é muito acima do regulatório, e que ações estão sendo tomadas para reduzi-lo drasticamente. "Vamos zerar isso aí, só isso aí é meio bilhão de reais... quando falo em eficiência da Cemig, eu falo em economias que vão gerar mais de 1 bilhão de Ebitda por ano... em torno de 1 bilhão de economia anual", disse ele.

Esse processo de venda de ativos deve se acelerar, indicou ele.

"Temos o objetivo claro de desalavancar, e somos uma empresa muito bem dotada de ativos", afirmou Borges, que vê uma melhora nas possibilidades de fusões e aquisições no Brasil, com indicativos de uma melhora da situação política do país, com impactos positivos na economia.

Recentemente, a empresa obteve aval do seu Conselho de Administração para monetizar units da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), em operação que poderia envolver quase 1 bilhão de reais.

E no início da semana a elétrica anunciou que acertou a venda de sua participação de 49 por cento na Transchile Charrúa Transmisión para a Ferrovial Transco Chile, controlada pela Ferrovial, por 56,55 milhões de dólares.

Ele disse ainda que a empresa está avaliando como ficará a sua participação nos grupos Norte Energia, da hidrelétrica de Belo Monte, e Mesa, da usina de Santo Antônio, cuja venda de fatias também poderia ajudar no programa de desalavancagem.   Continuação...