September 16, 2016 / 5:47 PM / 10 months ago

Cemig vê alavancagem caindo e economias gerando R$1 bi ao ano

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - A elevada alavancagem da Cemig está começando a cair, em meio a um programa de redução de custos e venda de ativos, e a empresa prevê que conseguirá economias que vão gerar cerca de 1 bilhão de reais de Ebitda por ano com um plano de aumento de eficiência, disse nesta sexta-feira o presidente da elétrica mineira.

"A alavancagem da Cemig está começando a cair, com todo esse esforço a gente vai caminhar para um processo de desalavancagem e vamos conseguir convencer o mercado que essa é a trajetória, baseada em estratégia de maior eficiência da companhia", declarou Mauro Borges, em entrevista a jornalistas após evento em São Paulo.

A alavancagem da Cemig, medida pela relação entre a dívida líquida e a geração de caixa, fechou junho em 5,26 vezes, ante 4,39 vezes no final de março e 2,40 vezes no final de 2015.

Ele lembrou que o custo operacional da distribuidora da Cemig é muito acima do regulatório, e que ações estão sendo tomadas para reduzi-lo drasticamente. "Vamos zerar isso aí, só isso aí é meio bilhão de reais... quando falo em eficiência da Cemig, eu falo em economias que vão gerar mais de 1 bilhão de Ebitda por ano... em torno de 1 bilhão de economia anual", disse ele.

Esse processo de venda de ativos deve se acelerar, indicou ele.

"Temos o objetivo claro de desalavancar, e somos uma empresa muito bem dotada de ativos", afirmou Borges, que vê uma melhora nas possibilidades de fusões e aquisições no Brasil, com indicativos de uma melhora da situação política do país, com impactos positivos na economia.

Recentemente, a empresa obteve aval do seu Conselho de Administração para monetizar units da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), em operação que poderia envolver quase 1 bilhão de reais.

E no início da semana a elétrica anunciou que acertou a venda de sua participação de 49 por cento na Transchile Charrúa Transmisión para a Ferrovial Transco Chile, controlada pela Ferrovial, por 56,55 milhões de dólares.

Ele disse ainda que a empresa está avaliando como ficará a sua participação nos grupos Norte Energia, da hidrelétrica de Belo Monte, e Mesa, da usina de Santo Antônio, cuja venda de fatias também poderia ajudar no programa de desalavancagem.

Como a empresa quer ficar apenas em ativos em que tem o controle do gerenciamento, segundo disse o presidente, a elétrica avalia alienação ou participar de uma reestruturação societária da Norte Energia e Mesa, "de tal forma que possamos participar da gestão".

Ele destacou que os dois mega projetos hidrelétricos têm grande capacidade de atrair investidores e novos sócios.

De outro lado, ele disse, ao ser questionado, que a empresa não tem interesse de participar do leilão da distribuidora goiana Celg-D, da Eletrobras.

"Seria um sinal contrário, temos que dar um sinal que estamos trabalhando na consolidação de ativos de distribuição, temos dois grandes ativos... estou falando de um mercado em torno de 12 milhões de consumidores... e o maior desafio é garantir eficiência operacional nesses ativos."

Por Roberto Samora

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