Governo não aceitará emendas que impliquem "furos" no teto dos gastos públicos, diz Padilha

segunda-feira, 19 de setembro de 2016 13:36 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer não aceitará mudanças na proposta de emenda à Constituição do limite de gastos que impliquem em "furos" e "clarabóias" no teto dos gastos públicos, garantiu nesta segunda-feira o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Em palestra na BM&FBovespa para o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados, Padilha disse que o governo se reuniu com o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), relator da PEC do limite de gastos, e que o parlamentar assegurou ao Planalto que não aceitará emendas que alterem a essência da PEC.

"Teto sem clarabóia, não tem furo no teto não. Nós não admitimos clarabóia", disse o ministro, que também assegurou que o limite de gastos será aprovado ainda neste ano tanto na Câmara quanto no Senado.

"Não há hipótese de nós admitirmos qualquer clarabóia. Tem emendas sim, mas o relator Darcísio Perondi, na semana passada, em reunião conosco, garantiu que não haverá nenhuma clarabóia. Teto é teto."

Em entrevista coletiva após a palestra, Padilha também disse esperar que a reforma da Previdência seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2017 na Câmara dos Deputados e "o mais rápido possível" no Senado.

"A reforma da Previdência começa a ser debatida neste ano, deve ser aprovada na comissão da Câmara neste ano e talvez a primeira votação na Câmara. Não sei se vamos conseguir concluir os trabalhos na Câmara (neste ano), mas seguramente no primeiro semestre do ano que vem", disse.

"Queremos ver se conseguimos rapidez no Senado para que ela entre em vigor o mais rápido possível", disse Padilha, que também fez a avaliação que a tramitação entre os senadores tende a ser mais "ágil" do que entre os deputados.

Auxiliares próximos de Temer têm dito que o governo enviará a proposta de alterações no sistema previdenciário ainda neste mês.   Continuação...

 
Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante entrevista coletiva em Brasília
07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino