Raia Drogasil teve em agosto menor nível de stockout da história, diz presidente

sexta-feira, 23 de setembro de 2016 17:38 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Raia Drogasil, maior rede de varejo farmacêutico do país, atingiu em agosto o menor nível de medicamentos faltantes no estoque (stockout) em suas lojas da sua história, conforme segue buscando a manutenção dos ganhos de eficiência que vêm agradando investidores nos últimos anos.

"A chance de um consumidor ir à nossa loja e não encontrar o que ele precisa nunca esteve tão baixa como agora", afirmou o presidente-executivo da companhia, Marcílio Pousada, sem detalhar o número, em entrevista à Reuters na quinta-feira.

O "stockout" tende a ter um efeito negativo multiplicador, pois o item faltante pode afetar a venda potencial de outros produtos, uma vez que muitas vendas tem prescrição médica e é hábito do consumidor buscar um estabelecimento que atenda todos os itens da receita.

Pousada também destacou que a rotatividade dos funcionários nas unidades da rede em agosto foi a mais baixa dos últimos três anos, citando que esse é um fator que gera muita eficiência para a operação como um todo e que vêm melhorando a cada período.

A Raia Drogasil viu seu lucro líquido subir para 157,1 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 44,6 por cento sobre um ano antes, enquanto a receita líquida cresceu 25 por cento. A margem bruta no período somou 31,6 por cento, aumento anual de 1,3 ponto percentual.

Na ocasião da divulgação do balanço, analistas do Credit Suisse liderados por Tobias Stingelin destacaram que a companhia continuava a apresentar um desempenho excelente, com resultados cristalinos mesmo em um período onde várias empresas de consumo estavam sofrendo bastante.

As ações acumulam em 2016 um ganho ao redor de 90 por cento, na quarta posição entre os papéis com maior valorização acumulada no ano do Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, que contabiliza acréscimo de pouco mais de 35 por cento.

Pousada afirmou que o resultado do segundo trimestre foi beneficiado pela elevação dos preços de medicamentos acima da inflação pela primeira vez desde 2009, mas também refletiu a melhora em todos os seus indicadores, enquanto reiterou que a maior preocupação segue voltada para a abertura de lojas.   Continuação...