Emirados Árabes dizem que apoiam congelamento da produção de petróleo

segunda-feira, 26 de setembro de 2016 09:35 BRT
 

Por Alex Lawler e Rania El Gamal

ARGÉLIA (Reuters) - Os Emirados Árabes disseram nesta segunda-feira que irão apoiar um congelamento da produção global de petróleo para sustentar os preços, enquanto alguns delegados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) projetam que um encontro na Argélia esta semana ainda conseguirá produzir um acordo para restringir a oferta.

Os preços do petróleo caíram mais da metade ante os níveis de 2014 devido a um excedente ao redor do planeta, levando membros da Opep e a Rússia, que não integra o grupo a buscar um reequilíbrio que possa elevar receita com exportações e ajudar a recuperar os orçamentos nacionais.

A ideia predominante desde o início de 2016 entre produtores tem sido um acordo para limitar a produção, embora observadores do mercado tenham dito que esse movimento será incapaz de enxugar o excedente de oferta.

Fontes disseram à Reuters na semana passada que a Arábia Saudita havia oferecido um corte de produção se o Irã aceitasse congelar os níveis de bombeamento, em uma mudança na posição de Riad, já que os sauditas vinham se recusando a discutir cortes.

Com as delegações encontrando-se em Argel, alguns ministros e autoridades expressaram esperanças de que um acordo possa surgir esta semana.

"Se todos os membros da Opep estiverem em acordo sobre uma decisão, eu penso que há alta probabilidade de conseguir o apoio de outros, especialmente da Rússia", disse à Reuters o ministro de Energia dos Emirados Árabes, Suhail bin Mohammed al-Mazroui.

"Para nós nos Emirados Árabes, apoiamos uma decisão. Achamos que um congelamento irá ajudar, se houver acordo. Nós esperamos que todos concordem."

Um delegado da Opep de fora do Golfo Pérsico disse: "Nós esperamos que haja um congelamento da produção. Nós esperamos que haja um pré-acordo."

O foco dos delegados tem sido persuadir o Irã a congelar a produção em níveis aceitáveis para o resto da Opep, disse outro delegado.

(Por Alex Lawler e Rania El Gamal)