BB e Caixa podem precisar de aporte do governo em 2018, diz Fitch

quarta-feira, 28 de setembro de 2016 19:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão precisar de aporte do governo federal em 2018 para se manterem dentro de regras regulatórias, se nada for feito para corrigir a condição atual, disse nesta quarta-feira um analista da Fitch.

"Algumas medidas podem ser adotadas para impedir isso, como a venda de alguns ativos para levantar recursos", disse Raphael Nascimento, analista de instituições financeiras da Fitch, durante apresentação a profissionais do mercado financeiro.

Nascimento disse que algumas medidas já têm sido tomadas por ambos os bancos, como pagar um volume menor de dividendos aos acionistas. Mas o BB também pode ter que vender sua fatia no argentino Banco Patagonia, enquanto a Caixa pode ter que se desfazer da participação no Banco Pan, do qual tem 40 por cento do capital.

No mês passado, o BB anunciou que está avaliando uma oferta pública de ações que detém no Banco Patagonia.

Segundo Nascimento, os grandes bancos privados do país estão numa situação comparativamente mais confortável, dado que cresceram menos nos últimos anos e ainda mantêm níveis de rentabilidade adequados.

De todo modo, a Fitch prevê que a piora do perfil de crédito de todo o sistema ainda leva algum tempo para ser revertida, dado o cenário econômico adverso do país. Para Nascimento, os índices de inadimplência do setor bancário no país vão continuar crescendo até o final de 2017.

SOBERANO

Alguns dos principais indicadores considerados pela Fitch Ratings para dar suporte à nota soberana do Brasil tendem a se estabilizar a partir de 2017, disse nesta quarta-feira o diretor da agência de classificação de risco no país, Rafael Guedes.   Continuação...

 
Logo da Caixa Econômica Federal no centro do Rio de Janeiro
20/08/2014  REUTERS/Pilar Olivares