Petroleiros rejeitam proposta da Petrobras e podem entrar em greve

quinta-feira, 29 de setembro de 2016 12:25 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os funcionários da Petrobras rejeitaram em assembleias a proposta sobre Acordo Coletivo de Trabalho da companhia e aprovaram com mais de 95 por cento dos votos os indicativos de estado de greve, informou a Federação Única dos Petroleiros (FUP), nesta quinta-feira.

Dessa forma, os trabalhadores podem entrar em greve a qualquer momento, embora uma data não tenha sido definida. Na tarde desta quinta-feira, a FUP volta a se reunir com a Petrobras e cobrará uma nova proposta.

A federação representa 14 sindicatos, inclusive o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), dos funcionários da Bacia de Campos, responsável por 60 por cento da produção de petróleo do Brasil.

Os petroleiros discordam da proposta de reajuste salarial, além de alegar a perda de direitos e de se colocarem contra um plano bilionário de venda de ativos da empresa, que tem como meta atingir 34,6 bilhões de dólares entre 2015 e 2018.

Enquanto luta para melhorar sua saúde financeira, já que acumula a maior dívida da indústria de petróleo do mundo, a Petrobras ofereceu reajuste salarial anual abaixo da variação da inflação, e também propôs um corte de pagamentos de horas extras e turnos de trabalho regulares.

Com a rejeição da proposta da Petrobras, os funcionários iniciaram nesta quinta-feira a chamada "operação Para Pedro", em referência ao nome do presidente da estatal, Pedro Parente.

A operação consiste no cumprimento rigoroso de todos os procedimentos e itens de segurança previstos pelas Normas Regulamentadoras e pela ANP. A medida pode causar atrasos nos processos.

Em Campos, os petroleiros organizaram nesta quinta-feira o que eles chamam de "trancaço" no heliporto do Farol, com o objetivo de impedir voos de funcionários para plataformas.

"Com a operação deflagrada nesta quinta, 29 começa a construção de uma greve nacional, que precisará de muita unidade da categoria", afirmou o Sindipetro-NF, em uma nota em seu site.   Continuação...

 
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
28/1/2016 
REUTERS/Sergio Moraes