Indicadores do 3º tri mostram fragilidade e economia deve seguir em recessão, apontam analistas

sexta-feira, 30 de setembro de 2016 15:07 BRT
 

Por Luiz Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de dados divulgados recentemente mostra que a economia brasileira ainda não deslanchou no terceiro trimestre e continua em recessão, revelando que os avanços nos índices de confiança não têm se refletido numa melhora concreta da atividade econômica.

A dificuldade de reação ficou evidente com a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como sinalizador do Produto Interno Bruto, que recuou 0,09 por cento em julho na comparação com junho. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de um avanço de 0,25 por cento.

    "Os números mostram uma ou outra estabilização, mas o grosso dos indicadores ainda é de frustração", avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Entre os indicadores antecedentes também há frustração. A produção de veículos subiu 4,7 por cento em julho ante o mês anterior, mas recuou 6,4 por cento em agosto na comparação com julho.

Já o fluxo de veículos nas estradas diminuiu 2,8 por cento em agosto em relação a julho.

A venda nos supermercados apurada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) teve crescimento real de 1,73 por cento em agosto ante o mesmo mês de 2015, mas recuou 2,65 por cento na comparação com julho.

    "Esses indicadores antecedentes não têm um desempenho consistente e reforçam a queda do PIB neste trimestre, embora deva ser menor do que no segundo (trimestre)", afirmou a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro.

Ela estima retração de 0,2 por cento na atividade econômica neste trimestre ante os três meses anteriores, quando a economia recuou 0,6 por cento. Para o ano, a Tendências prevê queda de 3,1 por cento do PIB.   Continuação...