Chinesa Cmoc conclui negócio com Anglo no Brasil e mira novas oportunidades

sexta-feira, 30 de setembro de 2016 19:54 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Cmoc International, braço internacional da chinesa China Molybdenum (Cmoc), pode investir ainda mais no Brasil se oportunidades surgirem, aproveitando a boa situação financeira da matriz, disse um executivo nesta sexta-feira, após o fechamento de uma grande aquisição de ativos de mineração da Anglo American.

A empresa avalia que o Brasil está no caminho certo para uma retomada do crescimento econômico, estuda o aprimoramento de suas unidades no Brasil e está atenta a novas oportunidades, afirmou em entrevista à Reuters o principal executivo da companhia no país, Marcos Stelzer.

A chinesa concluiu nesta sexta-feira a aquisição das operações da britânica Anglo American de nióbio e fosfatos, em Catalão, Ouvidor (GO) e Cubatão (SP), por 1,7 bilhão de dólares, em negócio anunciado no início do ano.

Nióbio é um metal usado principalmente na produção de ligas de aço de alta resistência. Já fosfatos são uma das principais matérias-primas para a fabricação de fertilizantes.

A operação marca a chegada no Brasil da Cmoc, fundada na China em 2006. Stelzer destacou que a Cmoc tem uma estratégia de crescimento por aquisição, que está sempre estudando oportunidades e que a empresa tem atualmente uma situação financeira favorável para isso.

O executivo ponderou que não participa de estratégias da empresa para aquisições, mas explicou que "o que a gente ouve deles é que eles têm apetite para continuar investindo... pode ser no Brasil".

"Desde que seja uma commodity onde eles entendem que é um ativo que tem potencial e com uma boa estrutura, pode ser um 'target' para a Cmoc", afirmou Stelzer.

O executivo, entretanto, não quis entrar em detalhes sobre quais ativos poderiam interessar à Cmoc. Questionado sobre se a empresa teria interesse em ativos da Petrobras de fertilizantes, que estão à venda, Stelzer preferiu não comentar.   Continuação...