Economistas passam a ver corte no juro básico em outubro mas mantêm projeção para 2016

segunda-feira, 3 de outubro de 2016 09:44 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas consultados na pesquisa Focus passaram a ver um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do Banco Central, mas não alteraram a perspectiva para o final do ano.

O levantamento divulgado pelo BC nesta segunda-feira passou a mostrar expectativa de corte na Selic, atualmente em 14,25 por cento, na reunião dos dias 18 e 19 de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom) depois de quatro semanas projetando manutenção.

Mas a projeção para a taxa no final do ano permaneceu em 13,75 por cento, portanto os economistas passaram a ver dois cortes de 0,25 ponto, em vez de apenas uma redução de 0,50 ponto na reunião de novembro.

Para o final de 2017, a expectativa para a Selic continua sendo de 11 por cento.

A mudança veio na esteira da divulgação, na semana passada, do Relatório Trimestral de Inflação, documento que era altamente aguardado para que o mercado calibrasse suas apostas em relação à política monetária.

Os economistas que mais acertam as previsões, grupo chamado de Top-5, também alteraram a expectativa para a reunião deste mês de manutenção para corte de 0,25 ponto, mantendo as projeções para a taxa básica ao fim de 2016 em 13,75 por cento e em 2017 em 11,25 por cento.

No relatório, o BC passou a ver a inflação abaixo do centro da meta tanto em 2017 quanto em 2018, apontando progressos em relação à alta dos preços de alimentos e reforçando no mercado as apostas de corte de juros já na próxima reunião.

Para a inflação, o Focus passou a mostrar estimativa de alta do IPCA de 7,23 por cento em 2016, 0,02 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para o ano que vem a alta do IPCA esperada permanece em 5,07 por cento.

Em relação à atividade, não houve mudanças. A perspectiva de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano continua sendo de 3,14 por cento por cento, com recuperação esperada em 2017 de 1,30 por cento.

(Por Camila Moreira)

 
Sede do Banco Central, em Brasília.     23/09/2015      REUTERS/Ueslei Marcelino