FMI diz que crescimento global continuará fraco e faz alerta sobre comércio

terça-feira, 4 de outubro de 2016 11:06 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a previsão de crescimento global fraco nesta terça-feira e alertou que a estagnação vai alimentar mais sentimento populista contra o comércio e a imigração, o que sufocaria a atividade, a produtividade e a inovação.

Na última atualização do relatório "Perspectiva Econômica Global", o FMI disse que a queda no crescimento dos EUA para 2016 por causa de um desempenho fraco no primeiro semestre será compensada pelo fortalecimento de Japão, Alemanha, Rússia, Índia e alguns outros mercados emergentes.

O FMI manteve sua estimativa de crescimento global para 2016 em 3,1 por cento e para 2017 em 3,4 por cento, depois de cortar as projeções por cinco trimestres seguidos.

O FMI disse que as economias avançadas como um todo vão ver um enfraquecimento do crescimento em 2016, uma queda de 0,2 ponto percentual ante julho, para 1,6 por cento. Os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento vão ver um ganho de 0,1 ponto percentual no crescimento, para 4,2 por cento.

Sua previsão de 2017 para os dois grupos não foi alterada, com as economias avançadas devendo crescer 1,8 por cento e os mercados emergentes 4,6 por cento.

Os Estados Unidos são responsáveis por grande parte do declínio nas economias avançadas, com redução da previsão de crescimento para 1,6 por cento, ante 2,2 por cento em julho, devido a um desempenho decepcionante no primeiro semestre causado pelo fraco investimento empresarial e uma redução dos estoques de bens.

As pressões do dólar mais forte e dos preços mais baixos da energia devem desaparecer no próximo ano. O Fundo também defendeu uma abordagem gradual para a elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, "conectada a sinais claros de que os salários e os preços estão se firmando de forma duradoura."

As previsões de crescimento para a China mantiveram-se inalteradas em 6,6 por cento para 2016 e 6,2 por cento para 2017, com o apoio da política forte e do crescimento do crédito alimentando o consumo doméstico.

(Por David Lawder)